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Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica

Confira a crítica do novo spin-off de Invocação do Mal!

Annabelle 2: A Criação do Mal | Crítica

Annabelle 2: A Criação do Mal (Annabelle: Creation)

Ano: 2017

Direção: David F. Sandberg

Roteiro: Gary Dauberman

Elenco: Anthony LaPaglia, Lulu Wilson, Miranda Otto, Philippa Coulthard, Stephanie Sigman, Talitha Bateman

Esse é um terror daqueles bem padrões do que se espera em geral: é repleto de clichês e tendo sustos presentes a todo momento. Se enquadrar significa errar? De jeito nenhum! Saí extasiada do cinema, com uma tensão que permanece até o momento em que escrevo essa crítica. Apesar dos sustos esperados e de sabermos que em determinado momento a música guiará até o rosto que vira, a porta que bate, a mão que puxa etc., a tensão na atmosfera é tamanha que não podemos evitar o susto que, já sabemos, nos espera. É um terror tão bem feito nos pequenos detalhes que mesmo a previsibilidade é positiva.

Vamos à trama: Annabelle 2 vem mostrar a origem dessa bonequinha do demo. Apresenta muito bem a criação da boneca por um fabricante do interior que perde sua filha criança e acaba, com sua esposa, criando sem saber um canal para espíritos malignos através dessa boneca. Não vemos a boneca sendo macabra, ela é apenas um canal para demônios chegarem ao nosso mundo e roubarem almas – isso é lindamente construído, vemos o espírito do mal controlando a boneca. Nesse caso, ela é dominada por um espírito que desperta a cada 12 anos e sem saber esse casal de fabricantes de bonecas hospeda meninas de um orfanato e uma freira que as acompanha querendo proporcionar às sem lar um lugar dos sonhos para morar, que é gigante, e também dando mais vida à casa que perdeu a alma quando a filha morreu. Daí já vemos, nada de novo a esperar, vamos ao terror. Começamos bem com um excelente plano-sequência inicial. E seguimos muito bem com a sutileza de “micro sustos” que não estão ali para gritarmos (e olha que eu sou do tipo que grita), mas para que a tensão não se perca e impere do início ao fim. Até os clichês funcionam, e são muitos!

Infelizmente, não é impecável pois o filme tem muitos furos de roteiro. Há imprecisões sobre os poderes do espírito maligno e não sabemos porque ele tem dificuldade com algumas portas trancadas e com outras não. Também não dá para entender como um único ser maligno consegue investir em dois ataques aparentemente simultâneos, estando ora batendo numa porta, ora dentro de um celeiro – até vemos ele encarnando no segundo ataque, como se transportando, mas não entendemos o motivo de quem deixou de ser atacado não fugir nesse meio tempo em que ele parte para outro campo de batalha. Também não entendi o sentido de algumas mortes e de outros sujeitos que permaneceram vivos sendo que levaram intensas investidas e pareciam bem mortos – parece que para continuar a ação é preciso reviver personagens para que eles confrontem o vilão depois, e isso acontece com 3 personagens. Sem falar nos personagens que somem e retornam milagrosamente no final – e não servem pra nada, na real, nem precisavam de explicação porque não precisavam existir.

Todavia, tem falas que superam as imprecisões, para além do clima tenso. Em várias partes do filme nos pegamos rindo alto dos diálogos. Também vemos referência a outros filmes de terror, o que dá aquele gostinho bom, satisfação de uma boa obra entregue. A construção do medo está muito bem interpretada pelo elenco, que está todo incrivelmente entregue e nos brindando com excelentes atuações. O que falta de originalidade, compensa em tensão e expectativas de sustos compatíveis ao que queremos que o filme mostre, e ele mostra.

Nota da crítica:

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 4.5/5]

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