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King: Uma História de Vingança | Crítica

Confira a crítica do filme estrelado por Chadwick Boseman!

King: Uma História de Vingança | Crítica

King: Uma História de Vingança (Message from the King)

Ano: 2017

Direção: Fabrice Du Welz

Roteiro: Oliver Butcher, Stephen Cornwell

Elenco: Chadwick Boseman, Chris MulkeyAlfred Molina, Dale Dickey, Jake Weary, Kirsty Hill, Luke Evans, Michael Patrick McGill, Natalie Martinez, Teresa Palmer, Tom Felton

Nesse filme acompanhamos Jacob King, um homem negro por volta dos 30 anos, natural da África do Sul e que vai passar uma semana em Los Angeles em busca de sua irmã, Bianca, e, posteriormente, de vingança. Isso porque descobrimos logo no início da narrativa que ela foi brutalmente assassinada (sendo, inclusive, decepada, cegada e muito torturada) e pouco antes deixou recado para ele pedindo ajuda. Bianca não foi clara a respeito de quem ela estava fugindo nem o que ela possuía que a levava a chantagear e ser perseguida, mas o desespero em sua ligação aos prantos foi suficiente para que Jacob partisse da Cidade do Cabo com identidade de taxista-turista e se prontificasse a fornecer a ajuda que conseguisse, mesmo que não fosse diretamente a ela, mas na resolução da situação e proteção de outrem. Sem esquecer que Bianca nos é descrita como uma mulher incrivelmente linda, que tem um enteado e envolvimento com atividades ilegais, tais como uso de drogas e apelo sexual no comércio que inclui seu corpo.

De princípio já vemos, ainda, que King não é um taxista indefeso, mas encarna praticamente um Rambo e nos faz lembrar de diversos filmes em que os protagonistas, de forma mirabolante, conseguem se safar de emboscadas e bater em 4 pessoas ao mesmo tempo sem se abalar – aliás, fizemos um especial para um desses intérpretes, o Schwarzenegger. Seguindo essa linha de “cara durão invencível”, o filme nos apresenta diversas sequências desnecessárias e que, de tão irreais, não agregam nada à narrativa, servem apenas para mostrar como ele consegue controlar suas emoções sem demonstrar abertamente as frustrações que sente e tristezas em determinadas lembranças e paisagens – destaque para a cena do necrotério e a do final do filme que podem também ser associadas às atitudes de sua irmã descritas pela vizinha de porta em relação ao marido ausente, o Alex.

Este é um filme para se ver de cabeça aberta pois aqui temos o protagonista herói-vingador-agressivo-justiceiro. Em determinado momento isso cansa, visto que as situações são estapafúrdias e tomam toda aquela agressividade e explosões de sangue como algo necessário (do sangue ao sangue), sem problematizar em nada para o espectador o sentido dos atos e desenvolvendo ações que, além de não agregar à trama, reforçam a espetacularização da violência. Mas o que irrita mesmo é como acontecem ocasiões convenientes e como isso dá sono – um exemplo está em quando King (que sempre manda avisar que foi o Rei que esteve lá mandando recado em forma de socos) carrega um sujeito para uma peça na qual ele nunca tinha entrado para torturar ele nela (sendo que este é o território do cara que está apanhando) e não tem ninguém no local, que ele entra de costas, sendo que, ainda, tem bem à mão um líquido corrosivo posicionado no local perfeito para ser usado e servir ao interrogatório.

Não podemos esquecer da vizinha de porta, Kelly, que tem uma filha e uma boa construção de personagem contando com problemas e preocupações com as quais nos envolvemos e refletimos junto, para além dos mil assassinatos e espancamentos que King protagoniza. Aliás, Kelly tem uma relação direta com a situação que Bianca vivia, tendo proximidades afetivas e criando um delicado amor por seus filhos que as leva a atitudes extremas. Destaca-se também uma sequência de delírio eletrizante, disparada a melhor cena de Jacob. Nela, ele vivencia flashes de alucinação compostos por cortes rápidos que funcionam muito bem com tons fortes, de um vermelho intenso e nos fazendo mergulhar junto naquele delírio, o que por si só já vale toda a assistência dessa obra, mesmo ela sendo bastante previsível e sem causar surpresas.

Nota da crítica:

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 4.3/5]

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