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Game of Thrones – 7×04: The Spoils of War | Crítica

Game of Thrones – 7×04: The Spoils of War | Crítica

Game of Thrones – 7ª Temporada

Ano: 2017

Criadores: David BenioffD.B. Weiss

Elenco: Peter DinklageKit Harington, Emilia ClarkeLena HeadeyNikolaj Coster-WaldauSophie Turner

[Essa crítica possui spoilers]

O melhor episódio da temporada, até aqui. Os Espólios da Guerra foi relaxante em alguns momentos, surpreendente em outros e, no final, tornou-se espetacular. É possível observar o desenvolvimento de personagens principais da série, como Arya e Bran. O reencontro da menina assassina com seus irmãos não foi tão bonito como estávamos esperando, mas isso diz muito sobre cada um deles. Talvez apenas Jon Snow ainda seja praticamente a mesma pessoa, mesmo evoluindo e amadurecendo (e morrendo). O grande contraste vai ocorrer quando o Rei do Norte voltar para Winterfell. A temporada vai se encaminhando para a metade final e, cada vez mais, fica nítida a mudança de personalidade de Bran. Meera Reed se despede do menino, que não esboça nenhum tipo de sentimento. O diálogo travado mostra claramente que o jovem Stark não existe mais, dando lugar apenas ao Corvo de Três Olhos.

O embate (que deveria ser um treinamento) entre Brienne e Arya explana as habilidades da menina, impressionando a todos, principalmente Sansa, que se mostra nitidamente abalada com o que viu. Mindinho tentando manipular Bran foi uma das cenas mais cômicas da temporada por causa da resposta do menino vidente. Quando o homem sorrateiro diz que as coisas estão um caos, o Corvo de Três Olhos mostra um pouco do seu poder ao falar que “o caos é uma escada”, fazendo referência a um diálogo entre Mindinho e Varys.

Saindo do norte e indo para Pedra do Dragão, Daenerys e Jon estão cada vez mais próximos e íntimos, fazendo com que a pretendente ao trono pedisse um conselho importante ao bastardo. O Rei do Norte mostra a quantidade de vidro de dragão necessária para tentar derrotar os Caminhantes Brancos. A jovem Targaryen aceita lutar ao lado de Jon Snow no norte, mas apenas se ele dobrar os joelhos. Após receber a notícia de mais uma batalha perdida, a nascida da tormenta resolve pegar seu dragão e ir para a batalha.

No exército dos Lannisters tudo parecia estar bem. Diálogo hilários entre Jaime e Bronn dão um tom mais Cômico ao episódio. A parceria com os Tarly parece estar indo bem, com Dickon mostrando lealdade, mas não esquecendo da antiga e forte união que tinham com os Tyrell. Finalmente, depois de diversas derrotas, Daenerys vai para o campo de batalha montada em Drogon com o seu exército Dothraki e dão uma surra nos homens liderados pelo Regicida maneta. O fogo do dragão dá uma vantagem absurda e as habilidades dos estrangeiros são nitidamente melhores que as dos soldados locais. A batalha é empolgante e muito bem produzida, possuindo uma paleta de cores viva antes de começar e vai perdendo o brilho ao decorrer da luta. A iluminação clara dá lugar a uma coloração avermelhada, fazendo um espelhamento com as chamas e a fumaça, mas um pouco das cores sem tanta iluminação permanece quando o foco está em Tyrion Lannister, que torce para que seu irmão não morra.

O fechamento do episódio é espetacular, a trilha sonora dita o ritmo, mostrando a melancolia no anão, que mesmo sofrendo muito por ser quem é, não esconde a tristeza de ver o exército de sua família sendo massacrado. O CGI é muito bem feito, deixando o dragão em segundo plano muitas vezes, não cansando os olhos do espectador e sem fazer com que percebamos a computação gráfica. É muito difícil um episódio de meio de temporada ser tão bom na série. Mesmo com o ritmo acelerado, é possível se envolver em todos os arcos, percebendo o clima e a tensão sexual entre Jon e Daenerys, a desconfiança da Targaryen com Tyrion, as mudanças de personalidades dos jovens Starks e a ganância de Bronn. E, no final, ainda conseguimos ficar tensos e curiosos para saber com salvou Jaime Lannister de virar churrasco de dragão.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 5    Média: 4.6/5]

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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