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Transformers: O Último Cavaleiro | Crítica

Transformers: O Último Cavaleiro | Crítica

Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight)

Ano: 2017

Direção: Michael Bay

Roteiro: Art Marcum, Matt Holloway, Ken Nolan

Elenco: Mark Wahlberg, Anthony Hopkins, Josh DuhamelJohn Turturro, Stanley Tucci, Isabela Moner, Laura Haddock

A franquia Transformers chegou em um nível tão baixo, que você sai da sessão com vergonha alheia de seus idealizadores, principalmente de seu “gênio master” Michael Bay. Aqui ele solta toda a sua inacreditável força e destruição, e antes mesmo da primeira cena já apresenta suas queridas explosões. E utilizando a mesma fórmula do longa anterior: começa com um flashback, só que agora na Idade Média. Bay não é um cara para ser subestimado, pois mesmo nesse flashback ele consegue explodir coisas.

Embora visualmente o filme traga a beleza de costume, a forma como o diretor filma acaba sabotando a única coisa que poderia ser relevante na obra. Com uma câmera irritante e constantemente tremida, fazendo com que a pessoa fique desnorteada e não entenda nada do que se passa em tela. Mesmo com os closes no rosto dos personagens, a câmera não para de tremer e, consequentemente, com 20 minutos de filme já ficamos cansados.

Como eu disse acima, o longa repete a mesma fórmula de seu antecessor, sendo que, dessa vez, vão atrás de um importantíssimo cajado que nunca ouvimos falar nos filmes anteriores e, do nada, se torna relevante para aquele universo. E assim como o tão importante cubo Allspark é dispensado, o cajado perde importância ainda dentro deste filme. Fora que seus idealizadores resolvem ignorar totalmente a cronologia e colocam Bumblebee num flashback inútil durante a Segunda Guerra. Ué, mas o mesmo não havia chegado à Terra junto com os outros Autobots no primeiro filme?

Temos também uma “linda” homenagem a Esquadrão Suicida e a Batman vs. Superman. Acredite se quiser, os roteiristas pegam fórmulas que falharam em outros dois filmes e aplicam aqui, fazendo ficha de apresentação dos Decepticons, dando a entender que todos seriam importantes, para logo na cena seguinte se livrar dos personagens. O outro absurdo é utilizar o polêmico “Martha” do filme da DC Comics e adaptar para o universo robótico, ficando cada vez mais difícil de defender.

Mas nem tudo estaria perdido se eles apostassem no carisma dos seus personagens centrais. O elenco humano está terrível, temos até uma Megan Fox genérica na versão britânica, uma personagem que tenta ser a força feminina e acaba falhando miseravelmente. Optimus Prime não tem mais o carisma dos primeiros filmes, muito pelo contrário, teve momentos em que torci para ele não voltar mais em cena. E isso, infelizmente, é uma das piores coisas que podem acontecer com um roteiro de um filme.

Transformers: O Último Cavaleiro até tem momentos engraçados, mas essa graça não vem de diversão e sim de várias tosquices que se passam na tela. Tem uma direção miserável, uma história sem sentido e totalmente desinteressante. Suas quase três horas de duração são inexplicáveis e trabalham com uma repetição cansativa. Acho que já passou muito da hora de parar, chega de coisa genérica e não divertida.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 4/5]

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Estudante de jornalismo, cearense, 23 anos, tem três empregos e se arrisca como fotografo iniciante. Apaixonado por cinema, quadrinhos, Tolkien e ficção científica. Kubrick maior de todos, Nolete assumido e pai de um cachorro Jedi que vive querendo ir pro lado negro da força. DC rainha, Marvel nadinha.

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