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Game of Thrones – 7×01: Dragonstone | Crítica

Game of Thrones – 7×01: Dragonstone | Crítica

Game of Thrones – 7ª Temporada

Ano: 2017

Criadores: David Benioff, D.B. Weiss

Elenco: Peter Dinklage, Kit Harington, Emilia Clarke, Lena HeadeyNikolaj Coster-Waldau, Sophie TurnerMaisie Williams

Após mais de um ano de espera, Game of Thrones retorna com a expectativa de todo fã da série de que tudo irá se encaminhar para um final. E logo em sua cena de abertura vemos que a série realmente não veio para brincadeira. Com uma sequência em que vemos Arya Stark (Maisie Williams) se vingando de todos que participaram da morte de sua família e mostrando que uma das maiores forças da série são suas personagens femininas. Personagens essas que estão cada vez mais complexas, com camadas e camadas a serem descobertas.

Mesmo com seu início impactante, a série parece não ter pressa. Com seu roteiro muito bem escrito, passamos pelos principais núcleos com um ritmo bastante agradável – é bom deixar claro que não é fácil trabalhar com tantas histórias em uma série, pois sempre corre o risco de deixar alguma delas sem a atenção merecida. O desenvolvimento  dos personagens centrais continua a ser trabalhado, vemos mudanças sutis, mas ainda sim relevantes para um início de temporada. Cenas de ação são deixadas de lado sabiamente e fica tudo focado nos ótimos diálogos. Cersei (Lena Headey) e Jamie (Nikolaj Coster-Waldau) discutindo sobre a sanidade da rainha tem um contexto e complexidade tão relevante para aqueles personagens, que acaba sendo um salto entre penhascos em termos de continuidade. Diferente da quinta temporada, que tínhamos diálogos expositivos demais e que não faziam a história andar.

O humor pontual nesse episódio de abertura foi mais um dos grandes acertos. Euron Greyjoy (Pilou Asbæk), em sua pequena aparição, traz consigo um humor ácido e bem nocivo, incomodando, mostrando que está por vir mais um daqueles personagens que serão odiados, por sua maldade, inteligência e ganância. Até porque já não tínhamos vilão o suficiente, né?

Uma das grandes culpadas por esse episódio ter sido muito bem sucedido, foi sua montagem, trazendo ao público momentos de arrepiar e, ao mesmo tempo, caretas de nojo. Vai dizer que não fez umas caretas na sequência em que Samwell Tarly (John Bradley-West) está limpando penicos e as imagens vão se entrelaçando com cortes rápidos ao mesmo tempo em que ele serve os Meistres? Alimentando dentro de nós uma torcida para que ele consiga todas as informações que possam ajudar na batalha final contra os temidos Caminhantes Brancos.

Como já falei acima, Arya acaba tendo um papel bastante importante nesse episódio, e um pouco mais a frente, vemos uma cena em que ela encontra soldados da casa Lannister, a mesma acaba sendo convidada para se juntar a eles para se alimentar e entre conversas jogadas ao vento, ela e nós, público, enxergamos os soldados não como uma armada de pessoas prontas para matar, mas sim, pais de família, sonhadores e humildes. É incrível como algo tão sutil constrói toda uma nova fórmula a ser abordada durante a série.

Mais uma vez o CGI está impecável, sendo utilizado de forma sábia. Entendemos as grandezas de embarcações e imponência de dragões, fora que ajuda a vislumbrar a importante “Dragonstone”, castelo que abrigou os ancestrais de Daenerys (Emilia Clarke). Abrindo assim a porteira para o grande ataque a “King’s Landing”. Aliás, Emilia não consegue me deixar confortável, sua atuação é muito fraca, felizmente não compromete a série, diferente do Kit Harington, que vem crescendo bastante com seu personagem e fazendo com que Jon Snow seja cada vez mais visto como um verdadeiro líder. Para não deixar passar batido, Bran (Isaac Hempstead Wright) chega finalmente à muralha e adentra em “Castleblack” junto à patrulha da noite, tendo em vista que a cada dia que se passa o grande exercito do Rei da Noite se aproxima perigosamente da grande muralha.

Exércitos começam a tomar posições, inimigos retomam alianças, novas terras são conquistadas e o inverno finalmente chegou. A sétima temporada de Game of Thrones se inicia igualitariamente ao jogo de xadrez, onde cada jogador começa a posicionar suas peças sabiamente, para quando chegar a hora não ter um vacilo que possa trazer a tão temida derrota, ou para vencer antes que finalmente a longa noite retorne.

Nota do crítica:

Nota dos usuários:

[Total: 6    Média: 4/5]

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Estudante de jornalismo, cearense, 23 anos, tem três empregos e se arrisca como fotografo iniciante. Apaixonado por cinema, quadrinhos, Tolkien e ficção científica. Kubrick maior de todos, Nolete assumido e pai de um cachorro Jedi que vive querendo ir pro lado negro da força. DC rainha, Marvel nadinha.

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