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Especial | 13 filmes para celebrar o Dia do Rock

Especial | 13 filmes para celebrar o Dia do Rock

O cinema e a música sempre andaram lado a lado. Desde quando o som foi incorporado aos filmes, este se tornou uma parte indispensável na experiência cinematográfica. As trilhas sonoras nos emocionam, nos fazem chorar, fazem nosso coração bater mais rápido, a empolgação ao tocar uma música conhecida. Mas não é só de trilhas que falaremos aqui, e sim de como a música (em especial o rock) serve de tema para grandes filmes e como ela conduz as personagens e as histórias.

13 de julho é o Dia Internacional do Rock, e para comemorar esta data a equipe do Bode na Sala organizou uma lista com 13 filmes obrigatórios no que diz respeito ao cinema adaptando o rock e o rock se adaptando para o cinema.

Pink Floyd: The Wall – 1982


Lançado três anos após o álbum e roteirizado pelo baixista e vocalista da banda, Roger Waters, o filme The Wall acompanha o jovem Pink (Bob Geldof) e seus problemas psicológicos, sua isolamento e sua incapacidade de se relacionar sequer com a sua esposa (Eleanor David). Contado quase que sem diálogos, sempre com uma faixa do álbum tocando, o filme transmite os conflitos internos do protagonista e sua jornada de estrela do rock até liderar um grupo neo-nazista. O longa conta com diversas sequências feitas em animações, que não têm significado claro, abraçando o metafórico e se abrindo para diversas interpretações. As cenas do filme parecem, a princípio, desconexas, como uma montagem de videoclipes, mas elas são unidas pelos temas abordados pelo filme e pelo álbum: controle, totalitarismo, depressão e solidão. Apesar de complexo, The Wall é uma obra importantíssima, com apelo não só aos fãs de Pink Floyd, mas a qualquer que se identifique ou simpatize com as mensagens que o filme quer passar, mas todo fã da banda irá se arrepiar com as sequências eletrizantes e memoráveis de Another Brick in the Wall, Comfortably Numb e In the Flesh.

Submarino Amarelo (Yellow Submarine) – 1968


É dada a largada para a entrada da psicodelia, e ela vem com tudo! Pense num filme louco, acrescente o momento histórico de 1968 com o boom do uso de substâncias alucinógenas alteradoras de níveis de consciência e como isso veio despreocupadamente pensando em possibilidades de expansão do eu para então vir a maré (ainda entre nós) do proibicionismo e os males percebidos nas drogas sintéticas, principalmente. Submarino Amarelo é colorido, vibrante e intenso, assim como foi o movimento de “magic trips” que rodeou o mundo e foi se transmutando em diversas correntes musicais. Com os Beatles estrelando, o filme passeia por terras de ninguém, mas principalmente habituado em Pepperland, onde uma raça resolve tornar tudo seu, excluir o colorido da existência e tornar tudo num monótono azul com tonalidades acinzentadas; é esse povo, também, que derruba o “sim”, em favor do “não”, fazendo olhar a partir dessas analogias para as desgraças que a humanidade cria, com guerras e tornando as pessoas sozinhas, sem se enxergarem. É curioso notar que esse filme é como um grande clipe, se configurando como um musical em alguns momentos (mas só a partir dos 43min, até então era mais clipe alternando com falas, sem a ligação de musical), e consolidando como um álbum pode contar uma história, mesmo que as músicas possam ser interpretadas individualmente e com sentidos opostos a quando são ouvidas em conjunto com o advento do audiovisual.

Tommy1975


Tommy Walker (Roger Daltrey, vocalista) perdeu o pai antes do nascimento e, ainda quando criança, presenciou um grande trauma que o fez perder a visão, a audição e a fala. Ele cresce aos cuidados da sua mãe, Nora Walker (Ann-Margret, vencedora do Globo de Ouro pelo papel), e do seu ‘tio’ Frank (Oliver Reed), que não sabem o que fazer com ele até descobrirem a sua inesperada habilidade jogando pinball. Sem diálogo algum, as personagens dialogam cantando ao som das músicas do álbum Tommy, o artifício começa teatral e divertido, mas logo se torna cansativo e, como várias situações da primeira hora do filme, repetitivo. Tommy volta a ganhar fôlego quando seu protagonista homônimo descobre as suas habilidades no pinball, o que o leva a se tornar objeto de adoração de um culto religioso. Além de muito bem humorado, o filme conta com participações especiais de Elton John, Eric Clapton, Tina Turner e Jack Nicholson, que roubam completamente as cenas em que aparecem. No final, o filme se mostra mais longo do que deveria ser e se beneficiaria de uns vinte minutos a menos.

Cazuza – O Tempo Não Para – 2004

A sinopse do filme já diz: ele está aqui pra fazer geral reviver a carreira do jovem Cazuza, meteórica e espetacular. Ela não foi das mais longas (de 1980 a 1989), mas nos brindou com um dos mais emblemáticos artistas brasileiros: versátil, de uma presença de palco extremamente envolvente, com timbre e composições que se destacam ainda hoje, 30 anos depois. Lançado em 2004, Cazuza – O tempo não para é dirigido por Walter Carvalho e Sandra Werneck, dando vida ao roteiro de Fernando Bonassi que, por sua vez, ressignificou para a narrativa cinematográfica a obra Cazuza, só as mães são felizes, livro escrito por Regina Echeverriae Lucinha Araújo, esta mãe de Cazuza, e que imprime sua visão e é vista de forma muito presente ao longo da trajetória dele. Daniel de Oliveira é quem representa nosso protagonista, o que nos faz relevar vários furos de produção graças à intensidade com a qual ele atua, convencendo em todo momento que está em tela. Pode não ser uma obra-prima, e talvez bons atores realmente não segurem roteiros ingênuos, mas é relevante pelo que retrata, por imortalizar (novamente, porque sua carreira já o havia feito) um artista brasileiro e por abrir espaço para mais muitos outros filmes do tipo, que vêm ressaltando e valorizando nossa tão boa, e por vezes menosprezada por nós mesmos, música nacional.

Quase Famosos (Almost Famous) – 2000

Com bom humor e grande sensibilidade, Quase Famosos começa quando o ainda criança William (Michael Angarano) recebe os álbuns de rock da sua irmã mais velha (Zooey Deschanel) que fugiu de casa para escapar da mãe controladora que proibia o gênero e ele se apaixona pelo estilo musical. Alguns anos mais velho, William (agora vivido por Patrick Fugit) sonha em se tornar jornalista de rock e consegue um emprego na Rolling Stone, onde têm que acompanhar a banda fictícia Stillwater. Dirigido pelo uma vez promissor Cameron Crowe, o filme consegue retratar a paixão pela música de um forma sincera, tanto pelos olhos sonhadores do protagonista quanto pelos olhos da groupie Penny Lane (Kate Hudson), pela qual William logo desenvolve uma queda muito forte. O dia-a-dia da banda também é mostrado de forma excelente, principalmente no que diz respeito à batalha de egos entre o guitarrista (Billy Crudup) e o vocalista (Jason Lee). Quase Famosos também dispõe com uma trilha sonora primorosa, a cena em que todos os personagens cantam juntos o ônibus a música Tiny Dancer é inesquecível. Além das canções originais tocadas pelo Stillwater, a trilha conta com grandes nomes como Led Zeppelin, The Who, Simon & Garfunkel, David Bowie e Lynyrd Skynyrd.

The Wonders – O Sonho Não Acabou (THAT THING YOU DO!) – 1996

Ficção documental, é assim que se chama? Bueno, o que temos nesse filme é a recomposição romantizada da curta trajetória da banda The Wonders/The Oneders, realizada por Tom Hanks (que além da direção, também assina o roteiro da produção). Nela, acompanhamos uma banda de garagem que em apenas dois meses se lança a partir de um hit chiclete que toca nos rádios, eleva-os a festivais cada vez maiores, os leva à TV, ao cinema e sofre com a iminente ruptura pela qual toda banda está sujeita a passar quando o sucesso bate à porta, com desavenças brotando e conflitos de princípios entre todos os envolvidos. Isso tudo se passa com ênfase em um dos membros da banda: o baterista, Guy Patterson, também conhecido como Skitch ou Shades (Tom Everett Scott). Apesar e ter entrado na banda já formada como substituto do antigo batera, Shades se torna o queridinho da banda, sendo consultado por empresários e gravadoras criando uma persona no palco a partir de seus sempre presentes óculos escuros (boa sacada de criação de identidade visual, coisa de quem tem visão de mercado mesmo). “Pode nos guiar Skitch” mostra como a bateria se consolida como a alma dessa banda, garantindo um ritmo que os levou à sétima posição da Billboard, a banda a subir mais rápido nas paradas até aquele momento, fazendo com que Guy gritasse com segurança, ciente de sua grande responsabilidade pelo sucesso da banda, “Eu sou Espártaco” (referenciando gladiador da mitologia, o cara é foda).

Sing Street: Música e Sonho (Sing Street) – 2016

O mais recente – e mais fofo – filme da lista é o britânico Sing Street: Música e Sonho, que foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Musical ou Comédia desse ano. Na trama, voltamos aos anos 1980 para acompanhar Conor (Ferdia Walsh-Peelo), um adolescente de 16 anos que, por conta das dificuldades financeiras de seus pais, precisa ir para um colégio católico popular. Nessa nova realidade, o jovem puxa conversa com uma garota (Lucy Boynton) que fica frequentemente em frente à escola e, na intenção de impressioná-la, a convida para participar de um clipe de sua banda, uma vez que ela é modelo. A jovem acaba aceitando. O único problema é que Conor não tem uma banda. E, a partir daí a história fica divertida e cheia de vida, mas sem deixar um leve drama de lado. A família do protagonista, por exemplo, está se desestruturando e passando por diversas mudanças, além do bullying que o jovem sofre na escola. Mas tudo de maneira extremamente fluída e sem forçar a barra. O irmão de Conor, Brendan (Jack Reynor), é um dos melhores personagens do longa e sempre mantém o personagem principal no rumo dos seus sonhos, por pior que a situação esteja. Tudo em Sing Street é uma delícia, desde a extravagante moda oitentista, a linda Irlanda (melancólica e cinza, mas que ajuda a contar a história), os personagens e o maravilhoso cenário musical da época. Uma grata surpresa de 2016!

Escola de Rock (School of Rock) – 2003

…Baby, é melhor esquecer.
Rock não tem razão,
Rock não tem rima…
Um dos filmes mais divertidos dos últimos tempos e, nossa, já vai fazer 15 anos que foi lançado! Escola de Rock, dirigido por Richard Linklater (sim, o mesmo de Antes de Amanhecer e Boyhood), foi um sucesso no ano de 2003, ficando semanas entre os mais vistos nos Estados Unidos e tornando-se um dos filmes de referência quando falamos de rock ‘n’ roll. A questão é: como que uma comédia quase infantil e com um elenco formado quase que inteiramente por crianças consegue esse feito? Justamente por ter muito rock ‘n’ roll em sua essência! Estrelado por Jack Black, que na época estava se firmando como um dos grandes astros de comédia de Hollywood, o longa conta a história de Dewey Finn (Black), um roqueiro que, após ser expulso de sua banda, acaba fingindo ser o professor substituto de uma conservadora escola infantil para descolar uma grana. Lá, ele descobre que as crianças têm aulas de música e que mandam bem com os instrumentos. Então, ele resolve formar um conjunto com seus alunos e participar de uma competição de rock (tudo escondido dos pais e da coordenação da escola, obviamente). E isso é absurdamente divertido. A interação de Black com as crianças é incrível e todo o elenco está inspiradíssimo, além de parecer estar se divertindo horrores. É impossível assistir e não sair cantando uma das músicas da excelente trilha sonora!

Tenacious D: Uma Dupla Infernal (Tenacious D in the Pick of Destiny) – 2006

Jack Black nunca deixou de declarar seu amor pelo rock nos filmes dos quais participa, evidente nos seus personagens em Escola de Rock e Alta Fidelidade. Sua banda, Tenacious D, teve início junto com a sua carreira de ator e Tenacious D: Uma Dupla Infernal conta como tudo começou, mais ou menos. Jack Black interpreta JB, um jovem que vivia num lar cristão que não apoiava o rock, que o levava a conflito com o seu pai (vivido pelo cantor Meat Loaf). Após rezar para o seu pôster do Dio, que lhe fornece a resposta para os seus problemas na música Peekaboo, JB foge de casa e decide tentar a vida em Hollywood, onde conhece KG (Kyle Gass, guitarrista e vocalista da banda). Juntos, eles formam o Tenacious D e decidem obter a Palheta do Destino para que a banda se torne a mais legal da Terra. Partindo dessa premissa absurda, dá-se início a uma série de piadas envolvendo o gênero, incluindo uma certa Guitarway to Heaven, humor escrachado e participações cômicas de Ben Stiller, Tim Robbins e do ex-membro do Nirvana e vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl, que interpreta Satã no duelo de rock no final do filme ao som da música Beelzeboss (The Final Showdown); Grohl também toca a bateria em todas as músicas da trilha sonora).

Rock of Ages: O Filme (Rock of Ages) – 2012


Se Rock of Ages é bom? Olha, não é ótimo, mas também não é ruim. O motivo dele estar na lista? Stacee Jaxx, o polêmico rock star (que não existe) interpretado por Tom Cruise! E olha, ele nem é o protagonista do filme. A história principal de Rock of Ages não traz muitas novidades: o filme acompanha a trajetória de uma menina do interior (Julianne Hough) que vai tentar a vida como atriz na cidade grande. Lá, ela acaba conseguindo emprego em um famoso bar de rock, mas que está à beira da falência. O que pode salvar o local é um show do lendário roqueiro Jaxx, que começou sua carreira de sucesso no estabelecimento. No entanto, com o desenrolar do longa, começamos a entender a aflição do excêntrico rock star, que se vê preso ao seu estilo de vida e ao sexo. Obviamente, tudo de maneira muito divertida e musical. Há outras boas histórias paralelas na comédia, como a do dono do bar (Alec Baldwin) e a da mulher do prefeito da cidade (Catherine Zeta-Jones), que preza pelos bons costumes. O que prejudica Rock of Ages, realmente, é a trama principal, que é facilmente esquecível. No entanto, vale a pena assistir para curtir clássicos consagrados do rock, uma ótima saída do armário e um Tom Cruise inspiradíssimo.

Ruas de Fogo: Uma Fábula Rock and Roll (Streets of Fire) – 1984

Ruas de Fogo é a representação máxima do imaginário da juventude roqueira da década de 1980. Encarna todas aquelas canções que falavam de festas, romances complicados e, é claro, muita rebeldia. Tom Cody (Michael Paré) vive o anti-herói que volta à sua cidade natal e reencontra a antiga namorada, Ellen Aim (Diane Lane), vocalista de uma banda de rock. No entanto, a garota é sequestrada por uma gangue de motoqueiros e Billy Fish (Ricky Moranis), o atual namorado dela, contrata Cody para resgatá-la. Com um elenco que ainda conta com Willem Dafoe (Raven Shaddock, o líder da gangue de motoqueiros) e Bill Paxton (como um bartender), o filme é embalado por uma trilha sonora fantástica que eternizou o tema “I Can Dream About You” de Dan Hartman. Destacam-se ainda as canções “Tonight is What it Means to be Young” e “Nowhere Fast”. Os absurdos do roteiro ficam totalmente em segundo plano justamente porque são necessários para que a jornada do herói se concretize. O enfrentamento entre Cody e Raven em uma clássica briga de rua é o clímax do filme. Vale ressaltar que apesar de Diane Lane viver uma “donzela em apuros”, a personagem McCoy vivida por Amy Madigan é uma mulher incrivelmente corajosa e independente, representando a força feminina e tendo participação fundamental para que Cody obtenha êxito em sua missão.

Não Estou Lá (I’m Not There) – 2008

Utilizando um método narrativo não convencional, Não Estou Lá conta com seis atores de nacionalidades, etnias e sexos diferentes para retratar seis fases da vida de Bob Dylan. Christian Bale, Heath Ledger, Ben Whishaw, Richard Gere, Marcus Carl Franklin e Cate Blanchett (essa última na melhor atuação do filme e de sua carreira) dão vida a personas distintas com nomes e personalidades diferentes e que vivem em épocas diferentes (o capítulo que é protagonizado por Gere, por exemplo, se assemelha a um faroeste). A direção de Todd Haynes é habilidosa, os capítulos se sobrepõem sem perder o ritmo do filme e consegue fazer o espectador seguir as narrativas tranquilamente, alternando entre o preto-e-branco e o colorido. Acompanhamos os aplausos e as vaias que Dylan recebeu, suas controvérsias, seus relacionamentos com amigos e mulheres, como lidava com a fama e as suas visões sobre a carreira. Cada ator consegue se impor como o cantor, com exceção talvez de Christian Bale, que dado a estética documental do seu capítulo, é o que menos aparece, fortificando, no entanto, o mito de Bob Dylan, já que a sua versão é relatada por terceiros na maior parte do tempo. Cate Blanchett é magnífica desde sua composição vocal até mesmo nos maneirismos que incorpora de maneira natural, dando vida à versão mais próxima da qual conhecemos.

Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock) – 2009

É difícil contar a história por trás de um dos maiores festivais de música (arte e cultura) do mundo, e esse é o propósito de Aconteceu em Woodstock, que centra o olhar no dono de uma pousada que ajuda a organizar o festival ao ceder o espaço e arranjar meios de infra para fazer surgir o festival nas redondezas, muito próximo à propriedade de seus pais. Com um ritmo um tanto estranho e algumas incongruências, Ang Lee vai mostrando o processo de montagem e dedicação coletiva para se criar um festival, que, no caso, tinha como pano de fundo uma mensagem de paz, mas que, como qualquer outro evento, visava também lucro e satisfazer os interesses econômicos dos envolvidos. O filme tenta trabalhar com diversas temáticas e gerar reflexão em seus espectadores, e só por isso já tem mérito. Vemos a temática da homossexualidade sendo trabalhada e também o conservadorismo e preconceito que vem de diversos lados e com mais diversos alvos (todos minorias, claro). Vemos conflitos existenciais pincelados e uma complexa personalidade construída no protagonista da trama, Elliot (Demetri Martin), visto que ele atua em diversas frentes. Vemos também o tabu das drogas sendo escrachado e uma tentativa de expressar as potencialidades que emergem do uso recreativo, com sequências de uso de LSD e de haxixe, o que desmistifica o uso e apresenta outras camadas, sem ser apologético, mostrando que nem todos morrem quando usam e vários se divertem. É um filme para se ver de boas, sem muita expectativa, e com tempo para sorrir ao amor.

 

Especial realizado com a colaboração de Maytê Ramos PiresCarlos Redel e André Bozzetti

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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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