Bode na Sala
Críticas Filmes

Homem-Aranha: De Volta ao Lar | Crítica

Homem-Aranha: De Volta ao Lar | Crítica

 Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming , 2016)

Diretor: Jon Watts 

Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Jon Favreau, Zendaya, Donald Glover, Marisa Tomei, Robert Downey Jr., Jacob Batalon, Laura Harrier 

Após três filmes medianos para ruins – Homem-Aranha 3, O Espetacular Homem-Aranha e O Espetacular Homem-Aranha: A Ameaça de Electro -, a Sony decidiu compartilhar o maior personagem da Marvel Comics, o Homem-Aranha, com o Marvel Studios (onde tem um universo compartilhado de heróis muito bem estruturada e rentável). Com a sua espetacular apresentação em Capitão América: Guerra Civil (2016), enfrentando Capitão América e afins, estava na hora dele se escalar numa parede solo com esse filme, De Volta ao Lar. Um título muito mais do que apropriado para a volta do personagem para sua verdadeira casa.

O filme começa após a batalha de Nova York vista em Os Vingadores (2012), onde vemos Adrian Toomes (Michael Keaton) e sua empresa cuidando e limpando a cidade do lixo alienígena deixado depois da luta. Após ser demitido pela prefeitura, Toomes esconde para si restos da tecnologia e as contrabandeia para criminosos da região. Então, o filme dá um salto de oito anos e começamos a acompanhar o jovem Peter Parker (Tom Holland) em seu dia a dia no colegial e em sua luta para manter o bairro mais seguro na pele do desastrado super-herói Homem-Aranha.

Esse início do filme é muito dinâmico, nos apresentando personagens extremamente carismáticos: como o melhor amigo de Peter, Ned Leeds (Jacob Batalon – as melhores partes do filme são com os dois), a garota popular do colégio, Liz Allen (Laura Harrier) e o sempre inconveniente Flash Thompson (Tony Revolori). Outro momento divertido nesse começo é o Homem-Aranha interagindo com os cidadãos do seu bairro, ajudando-os com problemas cotidianos; é muito hilário presenciar a construção de um super-herói, se esforçando ao máximo para fazer o seu melhor, porém sendo bastante desajeitado.

O filme sabe contrabalancear muito bem as partes do ser humano Peter – que ainda não sabe muito bem como conversar com as garotas ou se portar em frente a sua tia May (Marisa Tomei) -, e suas “missões” como Homem-Aranha para, assim, se tornar um novo membro do supergrupo Vingadores. Estamos junto com o personagem quando ele tem que escolher entre ficar na festa com seus amigos ou ir no encalço dos vilões; nada mais do que Homem-Aranha que isso, afinal de contas. A partir de então, o filme parte para a ação e é aí que o longa começa a cair um pouco de qualidade.

O diretor do filme, Jon Watts, sempre falou que a intenção da produção do filme foi focar mais nos personagens (com forte influência dos filmes do John Hughes, de Curtindo a Vida Adoidado e Clube dos Cinco) do que em grandes cenas de ação. Mesmo com isso em mente, as cenas de ação não entregam o que se espera para um personagem do porte como o Aranha. Elas empolgam em apenas alguns momentos, parecendo mais uma produção para a TV do que um longa-metragem para os cinemas.

Muitos apontam que esse filme é a construção e amadurecimento de um futuro super-herói, portanto, nem mesmo ele sabe o que está fazendo como tal, tendo um pequeno auxilio do Tony Stark/Homem-de-Ferro (Robert Downey Jr., aqui já começando um certo desgaste no papel). Por falar no personagem de Downey Jr., – que foi explorado em demasia no marketing do filme -, ele possui participações pontuais, não ofuscando o Homem-Aranha, porém ele ‘substitui’ um personagem central para o universo do Aranha: o tio Ben! Tio Ben, que é de importância crucial para o personagem e na sua formação como herói, com a sua índole de justiça e lealdade, com a sua clássica frase: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades“, não é se quer citado no filme todo; talvez isso, para os fãs mais antigos, seja uma decepção e diminui ao máximo a importância do personagem.

Por parte do elenco, o jovem Tom Holland tem uma atuação excepcional, sendo a alma e coração do filme, dando humor, tensão e carisma na medida certa para o personagem. Já o vilão do filme, vivido por Michael Keaton, nos presenteia com um Abutre bem desenvolvido e com motivações muito convincentes, podendo até ser um dos melhores vilões do Universo Cinematográfico da Marvel. Pena que quando suas outras “identidades” aparecem, a ação não colabora e nos entrega cenas pouco vibrantes, com perseguições e lutas sem emoção. Além disso, o longa possui uma reviravolta no terceiro ato desnecessária e forçada que, provavelmente, desagradará muitos.

A Marvel Studios conseguiu elevar ao auge personagens poucos conhecidos para o grande público com maestria, como o próprio Homem-de-Ferro ou o Thor, porém, quando finalmente tinha em mãos o maior de todos os seus personagens, deixou a desejar. Se esse filme tivesse sido feito para a Netflix, por exemplo, teria saído com extremo êxodo. Esperamos, portando, o retorno dele em Vingadores: Guerra Infinita

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 4    Média: 4.5/5]
The following two tabs change content below.

Comments

  1. Eu li resenhas ruins e mal feitas do Homem-Aranha – De Volta ao Lar mas nada perto disso. Que punhado de merda, Site de quinta.

  2. A crítica do filme é interessante, me ajudou a notar certos detalhes que passaram despercebidos na primeira vez que vi. Maravilhosa produção, todos os elementos deste filme estão muito bem cuidados. Na minha opinião, este foi um dos melhores filmes de ação que foi lançado. O ritmo é bom e consegue nos prender desde o princípio, em https://br.hbomax.tv/movie/TTL611598/Homemaranha–De-Volta-Ao-Lar encontrei a sinopse, eu deixo aqui no caso de que ainda não viram. Não tem dúvida de que Tom Holland foi perfeito para o papel de protagonista.

  3. Cagaram toda a origem do personagem para fazer uma história as pressas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close