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Castlevania – 1ª Temporada | Crítica

Castlevania – 1ª Temporada | Crítica

Castlevania – 1ª Temporada

Ano: 2017

Direção: Sam Deats

Roteiro: Warren Ellis

Elenco de dubladores (vozes originais): Richard ArmitageGraham McTavishAlejandra ReynosoJames CallisTony AmendolaMatt FrewerEmily Swallow

Com uma imensa expectativa, finalmente estreou Castlevania, série original Netflix baseada na aclamada franquia de games homônima. Nessa sua primeira parte, somos apresentados ao universo de Castlevania através de diálogos entre personagens centrais, sobre o passado dos Belmont e os motivos de a Igreja ter excomungado uma das famílias mais influentes do país. Infelizmente isso não é muito efetivo, principalmente para quem não acompanhou os games, tornando esses quatro primeiros episódios desinteressantes.

Por outro lado, temos um primeiro episódio todo voltado ao Drácula. As suas motivações, amores e mágoas são revelados de um modo interessante, mas um pouco apressado (pressa é o maior problema da série). Entendemos o porquê de ele estar seguindo aquele caminho, mas a relação com sua esposa tem tão poucos minutos em tela que não sentimos sua perda e muito menos temos a visão de um verdadeiro amor ali. Em meio de um personagem tão rico em história, aquilo acaba decepcionando um pouco.

Mesmo com a sua pressa, a série acerta em pontos que podem se dizer essenciais. A animação está muito boa, com cenas de luta muito bem-feitas. Sentimos o peso das espadas (coisa rara em acontecer em uma animação). Mesmo com magias e seres sobrenaturais, conseguimos crer que todas aquelas cenas são possíveis, devido aos seus personagens humanos. A série ainda traz a musica clássica dos games, que além de trazer toda nostalgia à tona, dá o tom sombrio que aquele universo precisa.

Além de Drácula, outros personagens conhecidos dos games são introduzidos para dar início à longa batalha. Trevor Belmont, com seu sarcasmo e cenas de batalha contagiantes, torna-se o personagem central e, também, o mais interessante da série. Sypha Belnades é a que traz a feitiçaria à tona, mas sua personagem acaba não sendo tão interessante. E no último episódio dessa primeira parte, nos é apresentado ao Alucard, filho de Drácula e um dos personagens mais amados dos games, e por mais que tenha pouquíssimo tempo em tela, consegue ser mais interessante que quase todos personagens apresentados.

Não é fácil uma adaptação de games para séries ou filmes, muitos fracassos são exemplos disso. Ainda parece haver uma barreira até conseguirmos ver uma adaptação que seja incontestável, mas vejo que isso está próximo. Castlevania contém vários problemas com o desenvolvimento de seus personagens e seu roteiro apressado, mas sua ambientação é muito bem-feita e tenho certeza que os fãs que estão bem situados irão curtir.

Infelizmente, nem todos temos o background dos games, o que pesa na balança e pode fazer com que muita gente perca o interesse. A decisão equivocada da Netflix em dividir a primeira temporada em duas partes pode enganar muita gente devido à qualidade dos primeiros episódios, mas agora é aguardar o restante da temporada e ver.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 7    Média: 2.7/5]
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Estudante de jornalismo, cearense, 23 anos, tem três empregos e se arrisca como fotografo iniciante. Apaixonado por cinema, quadrinhos, Tolkien e ficção científica. Kubrick maior de todos, Nolete assumido e pai de um cachorro Jedi que vive querendo ir pro lado negro da força. DC rainha, Marvel nadinha.

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