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Capitão América: Guerra Civil | Crítica

Capitão América: Guerra Civil | Crítica

Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War)

Ano: 2016

Diretor: Joe & Anthony Russo

Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle, Elizabeth Olsen, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Daniel BruhlTom HollandJeremy RennerPaul Rudd

O Universo Cinematográfico da Marvel é o melhor exemplo atualmente do que é uma gestão muito bem planejada a longo prazo. Mesmo que poucos de seus filmes estejam acima da média (o que não significa que os outros sejam ruins, longe disso), são notáveis o planejamento e o controle que o Marvel Studios possui em cima de seu universo compartilhado.

Quando anunciado, Capitão América: Guerra Civil tinha a missão de contar ao mundo a história daquela que é a saga em quadrinhos mais famosa da Marvel, Guerra Civil. Durante sua pré-produção, uma outra missão para o filme surgiu: apresentar o Homem-Aranha sem que o público associasse o personagem aos outros filmes realizados pela Sony Pictures. Mesmo que o resultado da primeira dessas missões não tenha sido de uma qualidade unânime entre os fãs, pode-se dizer que a segunda foi completada com sucesso.

A trama do filme começa mostrando uma missão de rotina na Nigéria, e todos os danos e consequências causados pelos Vingadores como resultado. Isso faz com que o governo norte-americano crie um tratado para que os heróis tenham suas atividades regulamentadas e percam sua liberdade de atuação. O Tratado de Sokovia (devido às consequências de Era de Ultron) cria uma tensão entre os Vingadores, mas a guerra civil do título só tem início, de fato, após a entrada de Bucky Barnes, o Soldado Invernal (Sebastian Stan) na história.

O roteiro trata essa questão da tensão entre os personagens com muito esmero. É notável como cada um dos personagens principais tem seu tempo de tela e um bom desenvolvimento até o estouro da “guerra civil”. Mas ainda assim o filme não havia entregado todos os seus heróis que lutariam entre si. Ainda faltava Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Homem-Formiga (Paul Rudd, sempre ótimo), e um dos elementos mais aguardados do filme, senão o mais aguardado: o Homem-Aranha, interpretado aqui por Tom Holland e apresentado como a versão mais jovem do herói nos cinemas.

O Peter Parker de Holland (extremamente carismático) é apresentado como um jovem do Queens bastante inteligente e surpreendente o bastante para que Tony Stark (Robert Downey Jr.) recrute o herói para fazer parte de sua missão de capturar Steve Rogers, o Capitão América (Chris Evans) para o governo estadunidense. O Teioso (como carinhosamente gostamos de chamá-lo) ainda não possui um uniforme decente, sendo este apenas um moleton com um capuz estranho, mas Stark dá a ele um uniforme tecnológico (como a Aranha de Ferro dos quadrinhos, mas no estilo clássico que conhecemos) para o herói poder mostrar suas habilidades na ótima sequência do aeroporto.

A citada sequência apresenta uma ótima batalha entre 12 personagens, cada um utilizando o melhor de suas habilidades; há a ótima química entre o Gavião e o Homem-Formiga; há o intenso Pantera Negra (Chadwick Boseman) atrás do Soldado Invernal; há a amargura entre Visão e Feiticeira Escarlate; e há o Homem-Aranha, o único adolescente do grupo, com apenas 16 anos, lidando com gente muito mais experiente do que ele. Mas o Aranha se destaca, e desde o trailer que explodiu na internet, com a cena em que o Teioso rouba o escudo do Capitão América, já sabíamos que o personagem iria causar.

A batalha é pesada, e quase no final da sequência, o Homem-Aranha mostra que além de habilidoso, não é burro (não que precisasse mostrar isso), provando que Peter Parker é mesmo um gênio. Tony Stark, já dando indícios de que é o mentor do herói, o gênio mais egocêntrico daquele universo, elogia o garoto quando refaz uma cena de O Império Contra-Ataca, e essa é uma atitude totalmente condizente com as características de Parker, que é um garoto nerd e cheio de referências.

Homem-Aranha à parte, o filme é um dos que possui o roteiro mais redondinho entre os já produzidos pela Marvel. Com o drama bem construído dos personagens, suas motivações tornam-se críveis, exceto, talvez, por Zemo (Daniel Brühl), que é um personagem até bacana se você relevar que sua versão dos quadrinhos é ameaçadora e possui um uniforme bem legal, pois o personagem aqui não serviu para vilão principal, já que seu plano é extremamente baseado em sorte e coincidências.

Capitão América: Guerra Civil é só mais um ótimo filme do Marvel Studios, não carismático como Guardiões da Galáxia, mas tão maduro quanto Capitão América: O Soldado Invernal, considerado por muitos como o melhor do estúdio. Agora nos resta acompanhar as consequências deste “Vingadores 2.5” e aguardar pelas novas participações do herói da vizinhança, seu amigo de sempre, o Homem-Aranha, nos próximos longas da Marvel.

Nota do crítico

Nota dos usuários

[Total: 2    Média: 4.5/5]

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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um editor de vídeos que está se formando em Publicidade & Propaganda aos 21. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ainda não possui o hábito de ver filmes de terror e é um pouco leigo quando se trata de cinema nacional, mas é um carinha boa praça que não dispensa ver um filme. Fã confesso do Nolan, Aronofsky e da Pixar.

Comments

  1. Adorei o site, meus parabens!

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