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O Espetacular Homem-Aranha | Crítica

O Espetacular Homem-Aranha | Crítica

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man)

Ano: 2012

Diretor: Marc Webb

Roteiro: James Vanderbilt, Alvin Sargent, Steve Kloves

Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Campbell Scott Michael, Irrfan Khan, Martin Sheen, Sally Field

A falta de planejamento foi o principal erro ao criar O Espetacular Homem-Aranha, um reboot de Homem-Aranha. Uma nova história de origem é contada desnecessariamente, incluindo elementos novos de forma superficial e sem a icônica frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Apenas dez anos após o primeiro filme do “amigão da vizinhança”, é pouco tempo, a história ainda estava fresca nas memórias dos fãs. Se fosse uma ideia que pudesse ultrapassar o filme de Sam Raimi, poderia ser compreensível, mas faltou muito para isso.

O Espetacular Homem-Aranha repagina o Peter Parker que conhecemos. O nerd deslocado se torna um skatista descolado que se dá bem com a menina que gosta. Esse não é o Peter Parker! Relevando essas mudanças, o filme comete erros graves na construção do personagem, como o envolvimento superficial com seus tios e sem explorar bem o drama envolvendo a morte de seus pais. A história de origem é recontada, mas a falta de desenvolvimento dá a impressão de que a trama não aborda de maneira séria os relacionamentos do personagem principal com seus familiares e também não realiza o desfecho de determinado personagem de forma digna por conta do público já conhecer a história.

O longa apresenta exageros, incomodando mais do que os três saltos mortais do Peter na briga com Flash Tompson ocorrida no filme de Sam Raimi. Há elementos desconexos no desenvolvimento do personagem e a atuação de Andrew Garfield não convence. No entanto, Emma Stone está bem como Gwen Stacy, par romântico do protagonista. A química dos dois é uma das melhores coisas da produção. A fotografia é ótima e a direção de Marc Webb é simples, mas eficiente. O roteiro, por outro lado, possui muitos problemas, alguns furos no segundo ato, quando o vilão é revelado. A escolha do antagonista não foi a correta para o primeiro filme de uma franquia do Homem-Aranha, mas alguns dos melhores personagens já tinham sido utilizados na trilogia passada. Esse é o problema de realizar um reboot de um filme recente.

A falta de construção do vilão é um grande problema do longa. As motivações não são claras e não convencem. O público acaba desconhecendo o antagonista e é difícil considerá-lo como uma ameaça real. O desfecho da trama deixa ganchos interessantes para a sequência, mas a resolução de conflitos finais é frustrante e faz com que o terceiro ato (que já estava sendo ruim) não fique atrativo. Falta aquele final emocionante ou entusiasmante digno de uma história do Homem-Aranha.

A falta de interação externa do personagem principal faz com que ele dependa totalmente do laço com seu par romântico, o que acaba infantilizando e romantizando demais a trama. O uniforme do Homem-Aranha é muito bem feito, sendo mais bonito e mais fiel aos quadrinhos do que o antigo. O Espetacular Homem-Aranha é um filme de qualidade média, que não chega nem perto de superar o filme de Sam Raimi, desapontando em quase todos os aspectos.

Nota:

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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