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Bode no Passado | Guardiões da Galáxia (2014)

Bode no Passado | Guardiões da Galáxia (2014)

A nossa coluna Bode no Passado está de volta! A ideia é criar textos, criticas, especiais sobre determinados filmes, seriados, quadrinhos que nos fazem relembrar o porquê de gostarmos tanto da cultura pop. O tema escolhido dessa vez foi Guardiões da Galáxia, já que estamos na semana de estreia do esmeradíssimo Guardiões da Galáxia Vol. 2.

Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014)

Direção: James Gunn

Roteiro: James Gunn, Nicole Perlman

Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel, Bradley Cooper, Lee Pace, Michael Rooker, Karen Gillan, John C. Reilly, Glenn Close, Benicio del Toro, destqdesta

Quando a Marvel Studios anunciou um filme do super grupo espacial Guardiões da Galáxia, em 2010, muitos torceram o nariz, inclusive, os próprios fãs da Casa das Idéias. Afinal de contas, como vão fazer funcionar nas telonas uma árvore gigante e um guaxinim falante? A resposta para isso tem um nome: James Gunn, o diretor do longa da equipe!

Gunn (fã confesso da editora), escreveu e dirigiu o longa de 2014, como poucos antes dentro do gênero, escolhendo o elenco a dedo: Chris Pratt, interpreta um Senhor da Estrelas babaca e divertido na medida certa; Zoe Saldana, faz a fatal Gamora, que está a procura de redenção pelos seus erros do passado; Dave Bautista, no papel de Drax, o Destruidor, mais palhaço do que destruidor, Drax tem pouco espaço, apenas uma participação funcional para o filme. Porém, o grande o destaque mesmo vai para os personagens em computação gráfica: o hilário guaxinim falante e cheio de planos mirabolantes, Rocky Raccon (voz de Bradley Cooper) e a árvore humanoide, Groot (voz de Vin Diesel), com o seu humor de apenas uma fala e três palavras “Eu sou o Groot“; os dois roubam a cena e são praticamente o coração do filme. Em conjunto, a equipe mais inesperada e disfuncional do universo, precisa salvar o planeta Xandar das mãos do radical Ronan, o Acusador (Lee Pace, cafona e assustador ao mesmo).

Gamora, Rocky, Senhor das Estrelas, Groot e Drax formam os Guardiões da Galáxia

É com o vilão do filme, Ronan, que temos a conexão com o Universo Marvel dos cinemas. Ele possui uma parceria com o grande vilão da Marvel, Thanos (Josh Brolin), que está atrás das Joias do Infinito, que reunidas podem destruir o universo. Junto de seu braço direito e filha de Thanos, Nebulosa (Karen Gillan), Ronan vai em busca da Joia do Poder e pretende destruir um planeta inteiro com tal poder em mãos. E cabe a equipe liderada pelo Senhor das Estrelas (Pratt), que possui uma interação extremamente ácida e bem humorada entre seus integrantes, impedir tal destruição.

Guardiões, além de nos entregar personagens sinceros, cheios de vida e humorados, também caprichou nos design de produção: alienígenas rosas e verdes, planetas com facetas de caveiras e naves espaciais de cair o queixo.

Ronan, o Acusador e seu braço direito, Nebulosa

Importância para o mercado

Como dito acima, o filme dos Guardiões sempre foi visto com um pé atrás pela maioria de seu público, porém, entregou um produto muito além do esperado. Mas, após três anos da produção, podemos ver o quão importante é o filme do James Gunn. Sem medo de ser sem-vergonha, o longa é colorido como as HQ’s da Marvel e não tem medo de revelar a fonte em que bebeu. Mostrando que dá para fazer personagens profundos e divertidos ao mesmo tempo, sem sempre precisar buscar o tão renomado “sombrio e realista”, como outras muitas produções por aí. Foi algo que o filme dos Vingadores (2012) já havia entregado, mas foi em Guardiões que o gênero entrou de cabeça nesse tom.

Sem Guardiões, bem provável que não veríamos filmes como o escrachado Deadpool (2016) ou psicodélico Doutor Estranho (2016) ou até mesmo o conceituado Logan (2017). E é possível que isso não termine tão cedo, já temos em produção filmes como Thor: Ragnarok e Aquaman… espero que não acabem tão cedo, porque os fãs estão adorando.

A arvore humanoide Groot e o guaxinim Rocky roubam a cena no filme

Veia anos 80

James Gunn entrega aqui um filme com diversas referências e homenagens aos anos 80, desde músicas (Peter Quill usa um gravador de fitas), brinquedos, até filmes lançados naquela época, como Footloose. Além disso, o filme tem um climão daquela época, no melhor estilo Sessão da Tarde, como De Volta Para o Futuro e Indiana Jones!

O filme sabe muito bem utilizar as ferramentas que tem em mãos, principalmente no que diz respeito à trilha sonora. Ela não é apenas uma mera ferramenta como em outros filmes, mas também ajuda a entrar no clima do longa e dos personagens. Ainda dá ritmo em diversos momentos, como a primeira cena do Senhor das Estrelas invadindo um planeta abandonado ou quando os Guardiões estão se preparando para a batalha final.

Guardiões da Galáxia entrega tudo que um fã da Casa das Ideias espera de um filme: ação entre espaçonaves de tirar o fôlego, boas lutas entre os próprios integrantes da equipe, personagens cafonas e divertidos na medida certa, além daquele gostinho de filmes dos anos 80.

E que venha o Volume 2 nesta semana…

Nota: 8,5/10

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