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Paixão Obsessiva | Crítica

Paixão Obsessiva | Crítica

Paixão Obsessiva 

Ano: 2017

Diretora: Denise Di Novi

Roteirista: Christina Hodson

Elenco: Rosario Dawson, Katherine Heigl, Geoff Stults, Sarah Burns, Whitney Cummings, Cheryl Ladd, Robert Wisdom, Jayson Blair

Paixão Obsessiva poderia ser a redenção de Katherine Heigl e a prova de que Rosario Dawson é uma boa atriz, mas o filme não entrega nenhumas das duas possibilidades. Um suspense que trata de ciúmes e psicopatia, algo não muito original, mas que poderia ser um bom filme, ao menos divertido.

A história gira em torno de Julia, interpretada por Rosario Dawson, editora de uma espécie de rede social. A primeira cena mostra a protagonista em uma situação extrema e o restante do filme é um eterno flashback. O foco da trama é o relacionamento de Julia e David (Geoff Stults), mas não há aprofundamento nenhum. É difícil de nos identificarmos com o casal, as informações sobre eles são vagas e rasas. A única coisa que fica clara é um relacionamento abusivo que a protagonista teve no passado.

A trama se desenvolve em torno da mudança da personagem principal para a casa de seu marido e a relação deles com a ex esposa de David, Tessa, interpretada de forma terrível por Katherine Heigl. A personagem é clichê, engessada e estereotipada. E dentro dessa salada de frutas está a filha de David e Tessa. Todos os relacionamentos existentes no longa são mal explorados e desenvolvidos, tentando forçar o espectador a gostar dos personagens.

O roteiro é péssimo, a história se torna entediante da metade para o final e muitas coisas não fazem sentido. A direção de Denise Di Novi não é ruim até o terceiro ato, onde nada se salva. As atuações são horríveis, Geoff Stults interpreta um personagem quase sem expressões, sem carisma. A melhor performance fica por conta de Rosario Dawson, que mesmo não estando muito bem, possui muito carisma. A trilha sonora no início do filme é boa, mas parece que ao decorrer do longa isso é esquecido.

Paixão Obsessiva é (ou era para ser) um suspense, mas acaba se tornando uma comédia de erros, onde o bizarro se torna engraçado, apenas por conta da vergonha alheia do desfecho da trama. A produção não se salva em quase nenhum aspecto, fazendo com que os seus 100 minutos pareçam três horas.

Nota: 3/10

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Estudante de Jornalismo, formado em Programação. Fanático por Cinema, começou a gostar mesmo da sétima arte depois de velho. Estuda por conta própria e pretende seguir “carreira” como Crítico de Cinema.

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Comments

  1. Até me deu vontade de assistir 😀

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