Bode na Sala
Críticas

Bode no Passado: Thor (2011)

Bode no Passado: Thor (2011)

A nossa nova coluna, Bode no Passado, a ideia é criar textos, criticas, especiais sobre determinados filmes, seriados, quadrinhos que nos fazem relembrar o porque de gostarmos tanto da Cultura Pop. O primeira tema escolhido foi Thor, depois daquele trailer avassalador dessa semana. Fiquem abaixo com o texto que escrevi sobre o primeiro filme do Deus do Trovão, espero que gostem 😉


  Thor 
(Thor, 2011)

Direção: Kenneth Branagh

Roteiro: Ashley Edward Miller, Zack Stentz e Don Payne

 Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston,  Anthony Hopkins, Stellan Skarsgård, Kat Dennings, Clark Gregg,  Colm Feore, Idris Elba, Ray Stevenson, Tadanobu Asano, Josh  Dallas, Jaimie Alexander

Com a ciência sendo estabelecida em seu Universo Cinematográfico (dois Homem de Ferro e O Incrível Hulk), a Marvel começou a partir para elementos mais fantasiosos e magico com esse filme do Thor. Trazendo para essa nova mídia conceitos bem imaginativos, antes pouco mostrado em suas adaptações.

A trama começa introduzindo os Gigantes de Gelo de Jotunheim, onde à centenas de anos atrás aterrorizavam a Terra e foram salvos por Odin (Anthony Hopkins), o Pai de Todos, de Asgard. A trama dá um salto para os dias atuais em Asgard, onde somos apresentados aos filhos de Odin: Thor (Chris Hemsworth) e Loki (Tom Hiddleston), aos Três Guerreiros (Ray Stevenson/Volstagg, Tadanobu Asano/Hogun e Josh Dallas/Fandral) e a bela guerreira, Sif (Jaimie Alexander). Porém, no dia em que Thor irá tornar-se rei de Asgard, ela é invadida misteriosamente e o próprio Deus do Trovão contra-ataca de forma tola e arrogante, desencadeando assim uma possível nova guerra entre as raças. Então Odin exila Thor para a Terra, onde terá que aprender duras lições de humildade, para que assim, seja digno de assumir tal legado e o poder de levantar o poderoso martelo Mjolnir.

Chris Hemsworth na pele do Deus do Trovão

A ambientação e a construção de Asgard é de cair o queixo, de tão bem detalhada que ela é. Desde da arquitetura da cidade, até seus figurinos, cores e a cultura daquela raça – tudo de brilhar os olhos, e ainda mais para quem leu as histórias da Marvel. De tudo tão perfeito, as vezes soa demasiadamente falso e fica difícil de acreditar que aqueles guerreiros ou armas já passaram por tantas batalhas, como o próprio Mjolnir, de tão limpo que é… um pouco de sujeira não faria mal!

Após ser banido para a Terra, Thor conhece a adorável cientista Jane Foster (Natalie Portman), no qual logo no inicio desse encontro há um interesse em ambas os lados: dela tentando aprender mais sobre a cultura de Asgard e dele tentando recuperar seus poderes e martelo. Contudo, com a vinda da trama para a Terra, ela começa com os seus equívocos e deslizes: com a forçada introdução do Universo Marvel, da S.H.I.E.LD e outras demais referências e aparições. Por mais que na hora satisfaça alguns fãs, olhando depois de um certo tempo, ela não acrescenta nada à trama e além de atrapalhar os já poucos momentos do relacionamento do Thor com a Jane. Nessa ânsia de universo compartilhado da Marvel, o longa poderia ter entregue um romance entre os dois mais agradável e natural.

Tom Hiddleston rouba a cena como Loki

Oscilando entre a Terra e Asgard, o foco da trama não é apenas em Thor tentando recuperar seu poder, mas também eu seu irmão Loki. É nessa hora que vemos a mão ‘shakespeareana’ do diretor Kenneth Branagh pesar, onde temos um conflito entre pai e filho muito bem desenvolvido e interpretado por ambos os atores. O destaque fica mesmo por parte do até então novato Tom Hiddleston, que bate de frente com o oscarizado Hopkins, dando ambiguidade, força e fraquezas ao personagem na medida certa; com certeza foi construído um dos melhores e mais complexos personagens do Universo Marvel nos cinemas.

Partindo para o arco final, com a chegada à Terra da criatura Destruidor, o longa entrega uma luta entre ele e o Thor apressada e um tanto pífia, não tendo praticamente um confronto entre ambos. As vezes fica a impressão que na hora da edição final do filme os produtores já haviam pré-determinado uma duração para o longa, com corte rápidos entre as cenas e algumas lutas. Por quê na hora em que o Thor pega a Jane para voar com ele, não mostra de fato eles voando, apenas um corte já deles no chão novamente?! São esses pequenos ‘detalhes’ que deixa o longa um dos mais fracos do Marvel Studios.

Nota: 7\10

The following two tabs change content below.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close