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Os Smurfs e a Vila Perdida | Crítica

Os Smurfs e a Vila Perdida | Crítica


Os Smurfs e a Vila Perdida
(Smurfs: The Lost Village)

Ano: 2017

Direção: Kelly Asbury

Roteiro:  Stacey Harman e Pamela Ribon

Elenco de dubladores originais: Demi Lovato, Julia Roberts, Mandy Patinkin, Rainn Wilson e Michelle Rodriguez

Elenco de dubladores nacionais: Ivete Sangalo, Rodrigo Lombardi e Maisa Silva

O terceiro filme dos personagens criados pelo belga Peyo é bem diferente dos anteriores. Na verdade ele não é uma continuação dos dois longas estrelados por Neil Patrick Harris, Jayma Mays Hank Azaria, que misturaram animação com Live Action. Completamente em desenho, Os Smurfs e a Vila Perdida “esquece” dos primeiros e traz uma reciclagem de outras histórias das criaturinhas azuis, com outros personagens, mas uma aparência muito semelhante aos outros filmes.

O filme começa apresentando rapidamente alguns Smurfs, sua vila e o vilão Gargamel. Esse um pouco mais engraçadinho se comparado com Azaria, mas também mais perturbado. Sua motivação continua a mesma: capturar os Smurfs e obter o poder deles para fazer o que bem entender, sempre ao lado de seu gato Cruel. Smurfette é a grande protagonista e tudo gira em torno dela. Desastrado, Robusto e Gênio completam o time que sai em busca da Vila Perdida.

O roteiro é recheado de clichês. Na verdade o filme é basicamente feito de clichês, mas creio que se encaixa no objetivo que é agradar as crianças. O ato final até traz uma carga de emoção e é melhor trabalhado em comparação ao resto do filme, mas também não foge muito do comum. Os personagens não são bem desenvolvidos, talvez porque já tenham sido apresentados nos outros longas, e isso confunde um pouco. Ao mesmo tempo que Os Smurfs e a Vila Perdida não quer ser uma continuação, dá ares de uma sequência por considerar que já conhecemos todos eles.

A personalidade dos Smurfs está muito mais parecida com o clássico desenho dos 80. Eles se “trollam” e as vezes brigam entre si. Não é só fofura como vimos nos outros filmes. Um fato que me chamou muito a atenção foi a falta da clássica música dos Smurfs. Não sei se a Sony também esqueceu ou usaram de alguma maneira que não reconheci.

O filme poderia funcionar melhor se não tivéssemos como comparação os outros dois longas, principalmente o primeiro. Assim poderiam ter trabalhado melhor os personagens e trazido mais coisas legais para a animação. Eu não tinha muita expectativa com o filme, mas ele cumpre o que propõe. É uma animação legal e que deve agradar mais as crianças do que os adultos.

Smurfnota: 6/10

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Redação

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