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Crítica | Santa Clarita Diet – 1ª Temporada

Crítica | Santa Clarita Diet – 1ª Temporada

Crítica de Santa Clarita Diet, série de zumbi da Netflix com Drew Barrymore e Timothy OlyphantSanta Clarita Diet – 1ª Temporada (2017)

Criação: Victor Fresco

Elenco: Drew Barrymore, Timothy Olyphant, Liv Hewson, Skyler GisondoMary Elizabeth EllisRichard T. JonesRicardo ChaviraThomas Lennon e Nathan Fillion

Por Carlos Redel

Em Santa Clarita Diet, nova série original da Netflix, acompanhamos a história de uma família de classe média do subúrbio de Los Angeles que, do dia para a noite, se vê em um momento um pouco complicado de suas pacatas vidas: a matriarca, Sheila Hammond (Drew Barrymore), transformou-se em uma morta-viva e, agora, nada mais será como antes.

Não precisa, necessariamente, morrer para deixar de estar vivo. Essa é a ideia principal da série. Como uma família daqueles comerciais de margarina, os Hammond não se metiam em encrencas e nem tinham atividades que aumentassem a adrenalina. A vida era rotineira. Praticamente, passavam o dia no piloto automático. Sheila e seu marido, Joel (Timothy Olyphant), trabalhavam juntos como corretores de imóveis e a filha do casal, Abby (Liv Hewson), apenas se preocupava com a escola.

Depois de despejar alguns litros de vômito pela casa em que pretendia vender, Sheila acaba morrendo. E volta à vida logo em seguida. Neste momento, além da transformação física, ocorre uma revolução na essência dela, sentindo-se mais viva do que nunca, mesmo estando morta. Além de muita disposição e animação, com destaque para o sexo, ela perde alguns filtros, falando o que vem à mente, sem se preocupar com as consequências.

Até aí, tudo bem. Parece ótimo se transformar em um zumbi. No entanto, Sheila sente fome. E fome de carne humana. Então, como proceder? O casal Hammond, mais unidos do que nunca, decidem que vão matar apenas as piores pessoas possíveis, que não tenham família e nem amigos. Claro que dois corretores de imóveis não viram serial killers do dia para a noite e nessa transição que eles se metem em várias confusões. E nós rimos disso.

Apostando em uma comédia nonsense, em que as consequências dos atos dos personagens não têm o peso real e tudo é justificado apenas como a busca por comida para Sheila. E, dentro daquele universo, é completamente compreensível. Não sentimos falta de explicações, de verossimilhança ou de punições. É tudo em nome da piada.

Obviamente, surgem alguns antagonistas ao casal Hammond, mas eles são rapidamente descartados. A trama, no final das contas, gira em torno de como os membros da família lidam com as mudanças abruptas em suas vidas, incluindo uma rebeldia adolescente por parte de Abby, que quer aproveitar a vida, matar aula e não ir para a faculdade.

No entanto, temos que destacar o que faz a série realmente dar certo: Olyphant e Drew, excelentes e com um timming perfeito. O primeiro, diga-se de passagem, surpreendendo ao apresentar uma veia cômica até então desconhecida. Suas cenas são, de longe, os momentos mais divertidos do programa. Drew, por sua vez, não decepciona e traz de volta o talento que nos acostumamos a ver e estávamos com saudade.

Ao final, Santa Clarita Diet é uma grata surpresa, levando em conta que há poucas semanas nem sabíamos do que a série se tratava. Não espere uma série com muita profundidade ou reflexões. É uma comédia que realmente diverte e traz muitos momentos sem noção e gore, que nunca são demais. Apesar de perder força em seus momentos finais e, em alguns momentos, ficar um pouco repetitiva, você vai devorar rapidamente os 10 episódios, que têm menos de 30 minutos cada, e vai ficar com fome pela próxima temporada.

Nota: 8/10

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