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Crítica | Sherlock – 4ª Temporada

Crítica | Sherlock – 4ª Temporada

sherlock-season-4-photo-picSherlock – 4ª Temporada (2017)

Criadores: Mark Gatiss e Steven Moffat

Elenco: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Una Stubbs, Rupert Graves, Louise Brealey, Mark Gatiss, Andrew Scott, Amanda Abbington

Por Daniel Fagundes

Após um ano de espera, os fãs finalmente puderam assistir um novo episódio de Sherlock. A série britânica chega a sua quarta e, provavelmente, última temporada continuando no que deu certo, mas trazendo novos elementos que não encaixaram. Um encerramento bom, mas (principalmente devido ao último episódio “The Final Problem”) que deixou um pouco a desejar.

Sherlock foi criada por Steven Moffat e Mark Gattis e é baseada nas obras do escritor escocês Arthur Conan Doyle. O grande diferencial da série é a adaptação dos livros, que são do final do século 19 e início do século 20, para os dias de hoje. Então, nada da Inglaterra vitoriana com charretes e cartolas que estamos acostumados a ver quando se trata de Sherlock Holmes. Agora ele usa celular, internet e percorre as modernas ruas de Londres.

(Claro, no especial “A Noiva Abominável” podemos ver toda essa nostalgia do clássico Sherlock Holmes, mas ela não interfere na cronologia da produção.)

A nova temporada começa trazendo a morte como o grande tema. Isso afeta também personagens importantes e, claro, Moriarty (Andrew Scott) que tem aparições importantes, continua intrigando com a dúvida sobre sua morte. Esse é um case que cresceu durante a série graças a grande atuação de Scott e marca uma importante característica da produção: o ótimo desenvolvimento dos personagens e as atuações.

Por isso que, apesar de grandes surpresas, Sherlock (Benedict Cumberbatch) e Watson (Martin Freeman) continuam sendo o centro da série nos dois primeiros episódios (“The Six Thatchers” e “The Lying Detective”). Os roteiros são ótimos, aproveitaram muito bem o que a série já havia construído até aquele momento e criaram uma grande expectativa para o possível “Season Finale”.

No terceiro episódio tudo isso muda. O roteiro é recheado de clichês e há um crescimento desnecessário de personagens que não foram bem trabalhados. Um velho modelo apelativo que me incomoda. Isso mostra que talvez Gattis e Moffat não sabiam como finalizar a série (o que é uma grande dificuldade para diversas produções).

Dificilmente serão produzidos novos episódios devido a agenda dos atores, ainda mais agora que Benedict interpretou Doutor Estranho e vai entrar cada vez mais no universo Marvel. A grande certeza que Sherlock deixa é que chegando ao seu provável fim, ela é a melhor adaptação já feita das histórias de Holmes.

Por fim, o clima de fim de série é gigantesco e já deixa os fãs com saudades antes mesmo do fim do episódio. Não é a primeira vez e sei que não será a última, mas é difícil ver uma das tuas séries favoritas chegar ao fim. Já estou órfão de Sherlock.

Nota: 8/10

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