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Crítica | Nerve

Crítica | Nerve

NerveNerve (2016)

Direção: Henry Joost e Ariel Schulman.

Roteiro: Jessica Sharzer

Elenco: Jonny Beauchamp, Samira Wiley, Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Miles Heizer, Machine Gun Kelly, Kimiko Glenn, Brian ‘Sene’ Marc, Juliette Lewis, Marc John Jefferies

Por Rafael Bernardes

Um filme adolescente com muitos atores bonitos. Alguns conhecidos por protagonizarem séries para o público jovem e outros por comédias leves. Pode parecer um tanto chato, mas esse é um adjetivo que não pode ser posto em Nerve.

Nerve: Um Jogo Sem Regras (Título abrasileirado) é dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman, criadores de Catfish (2010), que depois tornou-se uma série da MTV. O roteiro é escrito por Jessica Sharzer e é baseado em um romance homônimo de Jeanne Ryan. O filme mostra de uma forma atrativa a relação moderna que temos através da tecnologia. A história gira em torno de Vee (Emma Roberts), uma adolescente tímida e estudiosa que tem problemas de inibição. Tudo muda em sua vida quando descobre um jogo chamado Nerve, onde é possível se tornar “jogador” e “observador”. A primeira opção possibilita que a pessoa ganhe dinheiro realizando desafios feitos pelos observadores, que devem pagar para financiar o jogo.

Quanto mais ousado o desafio, maior a quantia em dinheiro para quem o realiza. Vee decide entrar no jogo após ser provocada por sua melhor amiga, Sydney (Emily Meade), que já estava participando como jogadora e realizando desafios ousados. Após começar, Vee encontra Ian (Dave Franco), um jovem misterioso e sedutor. Além disso tudo, a jovem possui um amigo nerd que é apaixonado por ela e que a alerta sobre os perigos. Toda essa história pode definir um clichê adolescente, a não ser pela crítica e pela forma que a história é conduzida.

Os diretores souberam dosar o humor com o suspense, deixando o espectador até incomodado algumas vezes. Os pontos decepcionantes são os inúmeros clichês e a falta de coragem que poderiam fazer com que a produção fosse um grande episódio de Black Mirror. Com uma classificação de 18 anos e mais ousadia, seria um ótimo filme de suspense e com uma mensagem importante por trás. Mesmo assim, Nerve é envolvente e possui um ritmo intenso. Um divertimento garantido, fazendo com que você pense nele após o término (algo incomum em filmes adolescentes).

O filme passou quase despercebido nas sessões de cinemas, tanto brasileiras quanto norte americanas. Por ser um investimento relativamente barato, o marketing não chamou a atenção. Apenas ao ser assistido, os pontos positivos podem ser observados ao ignorarmos os clichês. Nerve é um filme bom, destinado a um público jovem que vive em um mundo tecnológico e passa uma mensagem importante para essa geração.

Nota: 7/10

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