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Crítica | Easy – 1ª Temporada

Crítica | Easy – 1ª Temporada

Crítica de Easy, nova série original da Netflix

Easy (2016)

Direção: Joe Swanberg

Criador: Joe Swanberg

Elenco: Malin Akerman, Jane Adams, Andrew Bachelor, Orlando Bloom, Hannibal Buress, Aya Cash, Michael Chernus, Dave Franco, Jake Johnson, Marc Maron, Gugu Mbatha-Raw, Kate Minucci, Emily Ratajkowski, Elizabeth Reaser

Por Rafael Bernardes

Série original Netflix que estreou com pouco marketing e sem gerar expectativas. A maioria das pessoas passa batida ao avistar a nova produção, por conta da falta de divulgação. Não é a primeira vez que a Netflix “esconde” uma boa obra original. Com Stranger Things ocorreu algo semelhante, mas quando as pessoas começaram a assistir virou um fenômeno. O cartaz mostrando a série como uma ficção atrai mais do que a ilustração de Easy, que mostra apenas duas meninas sorrindo. Essa imagem caracteriza um pouco do que é a série.

O diretor Joe Swanberg não é muito conhecido pelo grande público, suas principais obras são comédias românticas hipsters e a série Love, também original da Netflix. A produção conta com nomes no elenco como Dave Franco, Orlando Bloom e Michael Chernus. Cada episódio mostra uma história diferente na cidade de Chicago, mas logo no segundo já sabemos que todas estão próximas. Alguns personagens aparecem em mais do que um episódio, deixando claro que tudo se passa na mesma época e em locais próximos. O foco de cada episódio é mostrar um relacionamento a partir de uma perspectiva.

O enredo pode não chamar muito a atenção de algumas pessoas por tratar de assuntos tão comuns do nosso dia a dia, os nossos relacionamentos. Seja entre namorados, irmãos, pais e filhos, o foco foi demonstrar situações extremamente cotidianas e ao mesmo tempo atraentes. A série seduz o espectador fazendo parecer que algo diferente irá ocorrer em cada episódio, mas não acontece, assim como em nossas vidas. O roteiro faz com que nós possamos nos ver em muitas situações e a diversificação proporciona isso. Há um casal de duas jovens meninas, o típico relacionamento de muitos anos que já está desgastado, o casal que possui vontade de apimentar a relação, o adulto que tem uma vida padrão e sente vontade de realizar coisas diferentes com seu irmão mais novo, entre outros.

Todas essas situações são fáceis de serem imaginadas e ao mesmo tempo identificadas como algo que alguém já passou. Não há um ator que se destaque, pois as atuações são simples e contidas, passando ainda mais a impressão de estarmos assistindo a pessoas comuns vivendo suas vidas. Isso é o que deixa a série tão atraente. Uma direção também simples, mas que mostra todo o sentimento envolvido em cada cena nos faz lembrar de um filme do Woody Allen. Poderia ser um grande filme de quatro horas, oito episódios de 30 minutos cada. A duração não faz com que o espectador fique cansado, gerando curiosidade para o que estará por vir quando uma história terminar.

A arte de ser real é o que caracteriza a série Easy, que ao contrário de Love, é mais do que uma produção destinada a amantes de filmes e séries melodramáticas e românticas com atuações teatrais. Falando sobre vida em cada episódio, essa é a melhor série que você não viu neste ano.

Nota: 8,5/10

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