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Crítica 2 | Doutor Estranho

Crítica 2 | Doutor Estranho

doutor-estranho-filme-poster-imax-bode-na-salaDoutor Estranho (Doctor Strange, 2016)

Direção: Scott Derrickson

Roteiro: Jon Spaihts, Scott DerricksonC. Robert Cargill

Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton, Benedict Wong, Benjamin Bratt e Scott Adkins

Por Victor Andrade

Já tendo estabelecido a ciência e o espaço em seu universo do cinema, a Marvel precisava apresentar um novo elemento: o misticismo! E agora com o filme do Doutor Estranho, o misticismo é muito bem apresentada.

A trama conta a história do doutor Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), um neurocirurgião brilhante, porem arrogante. Após sofrer um grave acidente de carro, Strange perde o controle dos movimentos de suas mãos, ou seja, nunca mais poderá operar alguém. Se afundando em dividas para pagar sua busca desesperada por uma cura, Strange ouve falar sobre um refugio no Nepal. Lá, ele é apresentado ao Barão Mordo (Chiwetel Ejiofor) e sua mestre, a Anciã (Tilda Swinton).

Admito que esperava que o filme mostrasse mais essa parte do antes e pós o acidente: dele sendo o maior neurocirurgião do mundo e dele se afundando em dividas e no álcool após o acidente. Mas o que foi mostrado no longa está bem sintetizado sobre a personalidade dele.

Com um visual de cair o queixo, o diretor Scott Derrickson mergulha num mundo nunca visto antes nos filmes de super-herói: as cores, a as dimensões e principalmente a psicodelia (que sempre foi um ponto forte nas HQs do mago); uma cena que te surpreende pela ‘viagem’ que você faz com tais elementos. O desenvolvimento dos personagens, eles ficam cada vez mais cativantes e envolventes; até mesmo para o vilão do filme, Kaecilius (Mads Mikkelsen), suas motivações são convincentes e bem desenvolvidas. Um adendo que tenho mesmo, é mais uma personagem feminina subaproveitada, a personagem Christine Palmer (interpretada pela excelente Rachel McAdams) é mal aproveitada no filme.

Com questões profundas sobre vida e morte, o longa da Marvel se destaca não só pelo seu surpreendente visual, mas também por tais questões, antes poucas vistas em seus filmes. Cada dialogo sobre, você descobre sobre mais os personagens, e se envolve cada mais com a trama e os personagens. A Anciã, a cada cena e fala, você sente simpatia e raiva dela.

Lutas e perseguições surtadas, prédios se dissolvendo, realidade se distorcendo e te levando uma viagem lembrando 2001- Uma Odisséia no Espaço. Doutor Estranho tem um final surpreendente com a Dimensão Negra, parece que os quadrinhos desenhados pelo Steve Ditko foram colocados na tela grande; um grande deleite para quem leu as histórias mais antigos do personagem. Apesar de alguns deslizes, como algumas piadas fora do lugar e a já comentada Christine Palmer, o filme é muito bom e apresenta o misticismo com louvor para o grande público.

Nota: 8/10

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