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Crítica | Doutor Estranho: O Juramento

Crítica | Doutor Estranho: O Juramento

doutor-estranho-o-juramento-bode-na-salaDoutor Estranho: O Juramento (Doctor Strange: The Oath)

Roteiro: Brian K. Vaughan

Arte: Marcos Martín

Ano de publicação: 2006 – 2007

Por Victor Andrade

O doutor Stephen Strange precisa se lançar na investigação paranormal mais importante de sua carreira para resolver uma tentativa de assassinato – o seu! Com o fiel companheiro Wong muito próximo da morte, o grande mago se vê forçado a embarcar numa perigosa jornada até os confins do Universo Marvel. Ele percorrerá terras inexploradas – do submundo de Nova York até as dimensões mais mortíferas – numa inusitada viagem de maravilhosas descobertas.

Com uma trama envolvente e personagens cativantes, o conceituado roteirista Brian K. Vaughan e a arte brilhante do espanhol Marcos Martín, elevaram o Doutor Estranho a um nível nunca antes visto em suas histórias. A surpreendente ideia de focar não apenas no misticismo, mas na ideia que Strange também é um médico – que como todos os demais, ele está ligado ao Juramento de Hipócrates; é seu dever ajudar os outros. E com isso em mãos, Vaughan consegue conectar, em uma só narrativa, as duas vidas de Strange: a antes e depois de se tornar o Mago Supremo. O conceito é simples, mas soma diversas camadas ao personagem.

Strange é baleado logo no começo da trama, e graças ao seu aprendiz, Wong, ele é levado para a clinica da Enfermeira Noturna (uma mulher que ajuda todos os heróis feridos de Nova York). Durante a operação, Strange pratica sua projeção astral e explica a Enfermeira que Wong está com um tumor no cerebro inoperável, e que possui pouco tempo de vida. Tentando a qualquer custo uma cura para seu fiel parceiro, Strange vai até outra dimensão buscar uma lendária poção, que segundo a lenda, ela pode curar qualquer tipo de câncer. O problema, porém, é que outras pessoas também estão atrás dessa mesma poção e farão de tudo para consegui-lá.

Vaughan escreve diálogos convincentes, e a rapidez que a trama se desenvolve instiga o leitor a querer chegar logo ao final. Além de retratar Strange como uma pessoa que, apesar de ter apreendido uma dura lição de humildade, pode ser arrogante e confiante demais, se auto intitulando o “Mago Supremo da Terra”. A adição de Linda Carter (a Enfermeira Noturna) à trama é um elemento perfeito para manter o ego de Strange em cheque.

A arte de Martín se encaixa perfeitamente para a história, lembrando muito o estilo de Steve Ditko – com linhas finas e uma arte angular. Martín deixa a leitura leve, agradável e com fluidez, que não seria surpresa nenhuma se os personagens saissem das paginas andando.

Com um pé neste mundo e o outro nas dimensões da feitiçaria, o Doutor Estranho de Vaughan e Martín é um marco para o personagem. O que de fato, a unica critica que tenho é não haver mais material deles!

Nota: 9/10

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