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Crítica | Doutor Estranho: Uma Terra Sem Nome, Um Tempo Sem Fim

Crítica | Doutor Estranho: Uma Terra Sem Nome, Um Tempo Sem Fim

doutor-estranho-uma-terra-sem-nome-um-tempo-sem-fim-bode-na-salaDoutor Estranho: Uma Terra Sem Nome, Um Tempo Sem Fim (Strange Tales 130 – 146)

Roteiro: Stan Lee

Arte: Steve Ditko

Ano de publicação: 1965 1966

Por Victor Andrade

Infundido com o poder do mortalmente temível Dormammu, o malévolo Barão Mordo volta ao Universo Marvel para instilar medo no coração dos mortais. Cabe ao mestre das artes místicas da Marvel, o Doutor Estranho, enfrentar o furioso ataque de Mordo e virar o jogo de sua magia maligna.

Uma história vinda diretamente dos anos 60, escrita pelo sempre verborrágico Stan Lee e pelo traço todo introspectivo de Steve Ditko. O antigo colega de Strange, Barão Mordo está mais poderoso do que nunca, num acordo com o maior inimigo do Dr. Estranho, Dormammu (um poderoso místico que vive na Dimensão Negra). No acordo, o demônio cederá poder para Mordo em troca da aniquilação do Ancião e de seu discípulo, Dr. Estranho. O objetivo da criatura é claro, com a morte de Strange, ele poderá finalmente invadir a terra e dominar a raça humana, coisa que ele não pode fazer agora, pois da última vez que enfrentou o Dr. Estranho ele jurou ao mesmo que não mais atacaria a Terra.

Sendo uma historia basicamente de fuga, a HQ tem como destaque os poderes do Dr. Estranho: sempre que estava encurralado pelos adversários, ele conjura um poder novo, seja de ataque ou de defesa; e com os seus grandes “parceiros”, o Olho de Agamotto e a Capa de Levitação. E claro, a famosa projeção astral, quando sua alma e corpo se dividem. Um dos pontos mais interessantes nessa HQ são as dimensões que Strange visita: desde de ditadoras de sua própria irmã, até vilões que parecem saídos de um típico filme de terror; ponto forte para quando ele visita a dimensão da entidade Eternidade.

Em alguns momentos da narrativa, ela fica demasiada cansativa, mesmo com apenas oito ou nove paginas por edição, Lee não tem para onde ir e acaba dando voltas e mais voltas, repetindo artifícios sempre com Strange escapando no ultimo minuto. Mesmo após o super envolvente embate entre o Dr. Estranho e o Dormummu (uma mistura entre lutas e feitiços), a história continua, mas nesse caso Strange indo atrás da “garota de cabelos prateados” (que mais tarde se revela a Cléa), ela sendo exilada em uma dimensão qualquer pelo Dormammu. Uma parte, que na minha opinião, desnecessária; porem podemos assim, apreciar melhor os desenhos de Ditko.

Falando em Ditko, o grande destaque dessa HQ seja mesmo a sua arte. A genialidade dele brilha em cada pagina. Os designs são de virar sua cabeça para baixo, criou planos extraterrenos que Strange atravessa são inspiradores. Anos antes da psicodelia chegar ao mainstream, Ditko trouxe um imaginário que desafiava as expectativas. Combinando técnicas eficientes – como os traços finos sempre que um personagem se encontra na forma astral, destacando o mundo físico – ele transforma uma simples superfície bidimensional em algo de substância muito maior. Muitos dizem que vários dos elementos da mitologia do Doutro Estranho foram criados aqui, desde de personagens, feitiços e o principal deles, que vemos até hoje em suas historias (e que será muito utilizada no filme) a psicodelia e o uso de diversas cores!

Nota: 7\10

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