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Crítica: O Lar das Crianças Peculiares

Crítica: O Lar das Crianças Peculiares

O Lar das Crianças Peculiares (Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children, 2016)

Direção: Tim Burton

Roteiro: Jane Goldman

Elenco: Eva Green, Asa Butterfield, Samuel L. Jackson, Ella Purnell, Allison Janney, Chris O’Dowd e Terence Stamp.

Por Daniel Fagundes:

“O Lar das Crianças Peculiares” é o mais novo filme do aclamado diretor Tim Burton. O longa é uma adaptação do livro “O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares” de Ransom Riggs, que foi lançado em 2011 e teve grande sucesso entre os jovens. Devido a ótima recepção do livro e por contar com um elenco de nomes conhecidos do grande público, como Samuel L. Jackson e Eva Green, o longa tinha tudo para ser um sucesso.

O início do filme se desenvolve rapidamente, como se tivesse tentando ir direto ao ponto. Jake (Asa Butterfield) é um jovem que trabalha em um supermercado e não tem amigos. O fato de não ter amigos pode ser explicado pelo bullying que sofria na escola, por contar, com entusiasmo, as histórias de viagens e caçadas a monstros que cresceu ouvindo de seu avô, Abraham “Abe” Portman (Terence Stamp). Abe falava também sobre um orfanato que abrigava “crianças peculiares”, inclusive mostrando algumas fotos e citando as peculiaridades de algumas crianças.  Após a morte de seu avô, Jake sai em busca da verdade sobre o tal orfanato e os estranhos contos sobre monstros.

A pegada Tim Burton está presente logo no início. Com um tom meio dark e fantasioso, a história agrada no começo e até cria alguma expectativa. Jake traz aquele jeito estranho e introvertido de vários personagens de Burton, mas em vários momentos o ator parece não ter expressão.

O roteiro acelerado faz com que alguns personagens não sejam bem trabalhados e outros sejam totalmente dispensáveis. Um desses casos é o de Miss Avocet (Judi Dench) que parece ter sido criada apenas para colocar Dench no filme. A participação é sem grandes contribuições e tão pequena, que a atriz deve ter atuado, no total, em 5 minutos do longa. Um grande desperdício. O cascudo Samuel L. Jackson é outro que teve um personagem, Barron, que não condiz com sua bagagem. Um vilão fraco e que a todo momento parece que vai ser facilmente derrotado.

Apesar de alguns personagens fracos, o ponto baixo mesmo do filme é a batalha final. Uma cena bizarra, que tenta dar um ritmo pop alucinante para uma briga de monstros e crianças com poderes. Totalmente fora de tom. Isso foi a gota d’água para ficar incomodado com vários outros erros que foram relevados porque a história era interessante.

Tim Burton errou mais uma vez. Após vários filmes sem convencer público e crítica, parece que não será dessa vez. Ele terá outra chance com a continuação do sucesso dos anos 80, “Os Fantasmas se Divertem” que deve sair nos próximos anos.

Nota: 5/10

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