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Crítica: Cegonhas – A História que Não te Contaram

Crítica: Cegonhas – A História que Não te Contaram

cegonhas-bode-na-salaCegonhas – A História que Não te Contaram (Storks, 2016)

Diretores: Nicholas Stoller e Doug Sweetland

Roteiro: Nicholas Stoller

Elenco de dubladores (inglês): Andy Samberg, Katie Crown, Kelsey Grammer, Jennifer Aniston, Ty Burrell, Keegan-Michael Key, Danny Trejo e Stephen Kramer Glickman

Elenco de dubladores (português): Klebber Toledo, Tess Amorim, Marco Luque

Por Carlos Redel

Quem, quando criança, nunca ouviu dos pais que os bebês eram entregues pelas cegonhas, assim que questionava sobre o delicado assunto? Pois é, esta lenda é contada há tanto tempo que é surpreendente que tenha demorado tanto para chegar às telonas. Coube a Nicholas Stoller (Vizinhos) escrever a história e dirigir, ao lado de Doug Sweetland (responsável pelo departamento de animação de filmes da Pixar), Cegonhas – A História que Não te Contaram, animação que imagina um mundo em que os bebês já nem são mais entregues por estes pássaros, pois os humanos acharam um “outro jeito” de terem seus filhos.

O filme acompanha Junior (dublado originalmente por Andy Samberg), um dos melhores funcionários da Loja da Esquina, empreendimento estilo Amazon, que é solução encontrada pelas cegonhas para se manterem no negócio de entregas, já que bebês estão ultrapassados. A vida do protagonista está para mudar, quando uma promoção aparece e ele poderá se tornar chefe. Só que para isso acontecer, ele precisa demitir Tulipa (Katie Crown), uma humana de 18 anos que nunca foi entregue e, agora, tenta ajudar na fábrica, mas acaba sempre estragando tudo. Sem conseguir dispensar a moça, Junior a deixa no setor de correspondências e é aí que os problemas começam: ela acaba recebendo uma carta de um menino solitário que pede um irmãozinho para brincar. Então, a atrapalhada menina acaba colocando o pedido na desativada máquina de bebês. De lá, sai uma criança que, agora, precisa ser entregue antes que os superiores de Junior descubram. Então, saem os três improváveis protagonistas em uma jornada contra o tempo.

Seguindo o caminho oposto das animações atuais, que visam divertir as crianças, mas sem deixar de entregar um produto mais profundo para os adultos, Cegonhas é quase que inteiramente diversão, sem um conteúdo mais denso ou dramático. Deixando-se levar pela fértil imaginação de seus criadores, o longa consegue com sua simplicidade conquistar todos os públicos, de uma maneira honesta e despreocupada, sem medo de encher a trama de clichês, que são bem empregados e funcionam de maneira satisfatória.

A qualidade técnica do filme é impecável, o que é um requisito mínimo para os dias de hoje, em que as animações estão no auge. No entanto, apesar dos bons adjetivos, nem tudo são flores em Cegonhas. A versão brasileira traz um bom trabalho com o protagonista Junior, que foi dublado pelo ator Klebber Toledo, e Tulipa, que tem a voz emprestada de Tess Amorim, mas é com o Pombo Luke, interpretado pelo comediante Marco Luque, que o filme escorrega. As piadas simplesmente não funcionam e o personagem, que seria uma peça importante para a trama, acaba estragando boas cenas.

Mesmo com exageros dispensáveis, como a alcateia de lobos que forma barcos e carros, Cegonhas se encerra com mais pontos a favor do que contra. E a mensagem final, que mostra que família é onde existe amor e aceitação, faz o filme todo valer a pena. Uma divertida e importante mensagem para as crianças e adultos dos dias de hoje.

Nota: 7/10

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