Bode na Sala
Críticas Quadrinhos

Crítica: Demolidor – A Queda de Murdock

Crítica: Demolidor – A Queda de Murdock

14374672_1218254608225049_286763468_oDemolidor: A Queda de Murdock (Daredevil #227 – #233)

Desenhista: David Mazzuchelli

Roteirista: Frank Miller

Ano: 1986

Por Victor Andrade

O Rei do Crime descobre que o Demolidor é, na verdade, Matt Murdock. Utilizando-se de todos os meios, ele tira a casa, o trabalho, o dinheiro e os amigos do melhor advogado do país. Deixa o herói totalmente sem esperanças e um homem sem esperanças é um homem sem medo!

Com a sua saída da revista do Demolidor no ano de 1983, Frank Miller volta para o personagem no ano de 1986 e com a ajuda magnífica do desenhista David Mazzuchelli para fazer a melhor história do Homem Sem Medo!

À primeira edição se inicia com uma revelação dramática sobre a Karen Page (ex-assistente e ex-namorada de Murdock), ela havia deixada Nova York e se mudado para Hollywood para tentar sua carreira como atriz, o que havia culminado de fato, ela ter virado atriz de filmes eróticos e viciada em heroína. E em troca por mais um punhado da droga, ela “venda” o segredo de que Matt Murdock na verdade é, o Demolidor; até essa revelação chegar ao Wilson Fisk, o Rei do Crime.

Nessa clássica história da Marvel, podemos dizer o nosso herói é Murdock e não Demolidor, porque nessa sequência de eventos brilhantemente narrada, o Rei arranca tudo deste bom e honrado homem e inclusive, a sua própria sanidade.

A tradicional intensidade de Miller esta presente em todas as linhas, seja nos diálogos, monólogos ou narrações. E a magnífica arte do Mazzuchelli elevem essa história a um novo patamar nunca antes visto no gênero de super-heróis. Com momentos e imagens consagradas até os dias atuais, como por exemplo quando o Rei explode a casa de Murdock e aos meios dos destroços, ele encontra seu uniforme; ou quando Demolidor sai sob as chamas, com um forte utilização de cores quentes: vermelho, preto e laranja!

Um ponto que supera a primeira passagem de Miller pelo herói cego em relação a essa, é a arte de Mazzuchelli (que no ano seguinte eles voltariam a retomar a parceria em Batman – Ano Um). Com as suas cenas de luta extremamente fortes e intensas, e todo o seu realismo brutal. De algum modo, os personagens que ele desenha trazem tal profundidade emocional e realismo em suas ações que envergonharia muitos atores e atrizes de Hollywood.

Retomar as glórias do passado pode ser um negócio arriscado para qualquer um. Mas, no caso de A Queda de Murdock, não tinha com o que se preocupar. Ele mais do que superou o padrão que tinha estabelecido em seus primeiros trabalhos e criou uma história do Demolidor que três décadas depois ainda não foi superada e bem provável que nem seja!

Nota: 10/10

The following two tabs change content below.

bodenasala

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *