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Crítica: Star Trek – Sem Fronteiras

Crítica: Star Trek – Sem Fronteiras

star-trek-sem-fronteiras-bode-na-salaStar Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, 2016)

Direção: Justin Lin

Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Sofia Boutella e Idris Elba

Por Carlos Redel

Em 2016, Star Trek comemora 50 anos. Por conta disso, a Paramount resolveu adiantar o lançamento de Sem Fronteiras, terceiro capítulo do reboot realizado por J.J. Abrams, em 2009. E essa decisão não poderia ter sido mais acertada. O novo filme é uma linda homenagem para a franquia e, além disso, um ótimo exemplo da essência de Star Trek para esta nova geração.

Com Abrams envolvido com Star Wars: O Despertar da Força (e atuando como produtor de Sem Fronteiras), sobrou para Justin Lin, que é fã da história e responsável pelos capítulos 3, 4, 5 e 6 de Velozes e Furiosos, a missão de comandar o longa. No entanto, ele faz mais do que isso. O diretor consegue resgatar o espírito de aventura da série original com maestria, entregando um trabalho divertido, audacioso e cheio de ação de qualidade.

O ótimo trabalho de Lin, no entanto, não teria sido realizado sem um bom roteiro. Simon Pegg, o Scotty da franquia, foi responsável por escrever este terceiro filme. Fã declarado da série, o ator não poderia estar mais integrado com o universo trekker e isto é sentido durante a projeção. Percebe-se que tudo ali foi feito com carinho e dedicação de quem queria fazer jus ao cânone. Missão que foi concluída com sucesso.

Todo o elenco está ótimo, mostrando que a união que é tão difundida durante o longa transcende e chega aos atores, que estão entregues àquele universo. Quando os tripulantes da USS Enterprise precisam se separar é um dos grandes destaques do filme. A configuração das equipes é excelente, misturando membros que, geralmente, não têm tanto destaque com os protagonistas, dando mais espaço para todos crescerem.

A história, que começa de maneira incrível, acompanha uma missão de Kirk (Chris Pine) e sua tripulação a um planeta desconhecido para resgatar uma nave que lá caiu. No entanto, ao chegarem em seu destino, acabam caindo em uma cilada. E é aí que eles precisam de toda a união e confiança que eles têm um no outro para escaparem do vilão vivido por Idris Elba. Este, por sua vez, é o melhor dos três novos filmes, sem dúvidas.

Mesmo com os dois ótimos episódios anteriores, Star Trek: Sem Fronteiras consegue ser superior, principalmente pelo fato de não ter medo de ir aonde o homem jamais foi, que é o que todos os trekkers querem. Vida longa e próspera a esta franquia, que só traz alegria!

Nota 9/10

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